Boi Caprichoso ressalta ‘Sabedoria Popular’ e vence Festival Folclórico de Parintins 2018

Bumbá, que duelou com Garantido durante três noites, foi consagrado bicampeão.

Caprichoso foi segundo a se apresentar (Foto: Harley Santos/Rede Amazônica)

O Boi-bumbá Caprichoso se tornou bicampeão no 53º Festival Folclórico de Parintins. A apuração das notas dos jurados foi realizada na tarde desta segunda-feira (2), na ilha localizada a 369 km de Manaus.

Com dança, músicas e alegorias, a agremiação desenvolveu o tema “Sabedoria Popular: Uma Revolução Ancestral” durante as três noites de apresentação na arena conhecida como Bumbódromo.

Na primeira noite de espetáculo, o Caprichoso desenvolveu o subtema “Ancestralidade: o ethos do saber popular”. Ao final da apresentação, o pajé sobrevoou a arena em cima de um hoverboard, para surpresa da torcida.

Boi Caprichoso abriu apresentações desta sexta-feira (29) (Foto: Harley Santos/Rede Amazônica)
Boi Caprichoso abriu apresentações desta sexta-feira (29) (Foto: Harley Santos/Rede Amazônica)

Caprichoso encerrou as apresentações da segunda noite com o “Ritual de Transcendência Yanomani”. A alegoria usada na encenação tinha sido destruída em um incêndio ocorrido na última quinta-feira (28). Os artistas precisaram intensificar os trabalhos e reconstruir a obra em poucos dias.

Na última noite do Festival de Parintins 2018, o bumbá azul e branco apresentou a temática “Revolução Pelo Saber Popular”. O apresentador do boi, Edmundo Oran, surgiu do meio da torcida. Um dos destaques da noite foi a rainha do folclore, Brenna Dianá, que se despede do item neste ano.

Garantido

O bumbá Garantido desenvolveu o tema “Auto da Resistência Cultural”. Na noite de abertura, a união de negros e índios foi uma das marcas do evento. A encenação contou com a presença de bailarinos da escola de samba carioca Paraíso de Tuiuti, que dançou ao som da voz da cantora amazonense Márcia Siqueira, ao lado de tribos indígenas de Parintins.

Garantido encerrou apresentações do primeiro dia do Festival (Foto: Harley Santos/Rede Amazônica)

Na segunda noite, houve a exaltação da tolerância religiosa. Um dos destaques foi a sinhazinha da fazenda, Djidja Cardoso, que surgiu em uma alegoria representando a orixá Iansã.

A última noite de apresentações contou com a empolgação da torcida e a união da dança de tribos coreografadas, pajé e cunhã-poranga.

Itens

Os itens julgados durante as apresentações são:

  1. Apresentador
  2. Levantador de toadas
  3. Batucada ou marujada
  4. Ritual indígena
  5. Porta-estandarte
  6. Amo do boi
  7. Sinhazinha da fazenda
  8. Rainha do folclore
  9. Cunhã-poranga
  10. Boi-bumbá evolução
  11. Toada letra e música
  12. Pajé
  13. Tribos indígenas
  14. Tuxaua
  15. Figura típica regional
  16. Alegorias
  17. Lenda amazônica
  18. Vaqueirada
  19. Galera
  20. Coreografia
  21. Organização do Conjunto Folclórico

Fonte: G1

Deixe um comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.