FSC realiza primeira reunião com emissões neutralizadas no Brasil: “Os custos de emissões devem ser incorporados à prática”

Assembleia Geral FSC Brasil 2018. Foto: Idesam

Para impressões de folder institucional, campanha de comunicação e a semana de Assembleia Geral do FSC Brasil, que aconteceu em São Paulo, na semana passada, foram emitidas 105 toneladas de CO2. Pela primeira vez, esse impacto foi incorporado aos custos da organização e convertidos no plantio de 351 árvores nativas da Amazônia.

“Se a gente tem uma pegada (ecológica) e quer evitar contribuir com as mudanças climáticas, precisamos fazer algo. E se tiver um custo, que se incorpore”, afirma Carlos Koury, diretor executivo do Idesam, organização participante do conselho do FSC Brasil e gestora do Projeto Carbono Neutro.

A escolha pelo programa do Idesam não foi por acaso. O FSC é uma organização que trabalha na promoção do manejo ambiental responsável, formado por representantes dos setores ambientais, sociais e econômicos. E o programa Carbono Neutro não se limita a plantar árvores, mas objetiva criar sistemas agroflorestais em áreas degradadas, auxiliando as comunidades no entorno a gerarem renda com o manejo sustentável.

No caso desta ação foi recuperada uma área de 4.212 m² do comunitário Aldemir Queiroz, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, no Amazonas, com espécies nativas que são decididas pela comunidade. “Gera receita, segurança alimenta e capacitação aliada à conservação climática”, resume Carlos.

Vivem na RDS do Uatumã cerca de 250 famílias, distribuídas em 20 comunidades situadas às margens dos rios Uatumã, Jatapu e Caribi. Os moradores possuem como base de sua economia o agroextrativismo, principalmente agricultura de subsistência e pequena escala, a pesca e o extrativismo florestal.

FSC Brasil

Atualmente, mais de seis milhões de hectares são certificados pelo FSC no Brasil. Deste total, cerca de cinco milhões são de florestas plantadas e pouco mais de um milhão, de nativas. O sistema de certificação florestal é único que leva em consideração aspectos sociais, ambientais e econômico.

Para aprimorar seus princípios e critérios, durante 60 dias a organização irá receber contribuições para atualização dos padrões nacionais de manejo florestal, tanto para florestas nativas quanto para plantações florestais. Qualquer pessoa pode enviar sugestões pelo site http://consultasfsc.org.br/. Esta será a terceira atualização, que já incorporou, de consultas anteriores, critérios de equidade de gênero e o direito ao consentimento livre, prévio e informado.

Fonte: Amazônia.org.br

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