Indígenas venezuelanos se casam durante cerimônia coletiva, em Manaus

Oito casais passaram por batismo e casamento em Centro de Acolhimento.

Cerimônia foi realizada no centro de acolhimento onde imigrantes estão abrigados (Foto: Eliana Nascimento/G1 AM )
Cerimônia foi realizada no centro de acolhimento onde imigrantes estão abrigados (Foto: Eliana Nascimento/G1 AM )

Oito casais de indígenas venezuelanos da etnia warao participaram de um casamento e batismo coletivo em Manaus, na tarde deste sábado (7). Eles deixaram alianças de lado e trocaram pulseiras para representar a união. A cerimônia foi realizada no Centro de Acolhimento da Pastoral do Migrante em Manaus, no Centro da capital.

De acordo com a freira da Congregação Scalabrinianas, Arceolidia Souza, os indígenas precisaram passar por catequese para participar da celebração. “Foi uma solicitação dos warao com uma visita que fizemos. Eles solicitaram a catequese. É um momento de celebração com eles”, disse.

Os indígenas estão abrigados na casa de acolhimento desde agosto de 2017, após grande imigração dos indígenas venezuelanos do Delta do Orinoco, no nordeste da Venezuela, para o Brasil.

A cerimônia contou com a presença de outros venezuelanos que também estão abrigados no local, haitianos e integrantes da Pastoral do Migrante em Manaus.

Um grupo de haitianos cantou músicas em espanhol e na língua dos warao durante a cerimônia.

O venezuelano Orlando Martinez contou que onde morava, na Venezuela, não era possível fazer casamentos. “Estou junto da minha esposa há 36 anos. Não tinha padre onde vivíamos. Por isso, casamos aqui onde vivemos agora”, disse o indígena.

Imigração

Fugindo da fome na Venezuela, os índios Warao começaram a migrar para Manaus desde o início de 2017. Adultos, idosos e crianças se abrigaram na Rodoviária de Manaus e debaixo de um viaduto na Zona Centro-Sul da cidade.

Em maio de 2017, a Prefeitura de Manaus chegou a decretar situação de emergencial social devido ao intenso processo de imigração dos indígenas da etnia Warao da Venezuela para capital amazonense.

Inicialmente, os venezuelanos ficaram alojados na Rodoviária de Manaus. Aos poucos eles foram para as ruas, cortiços no Centro e no bairro Educandos, na Zona Sul de Manaus.

Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), 512 venezuelanos indígenas estavam alojados no Serviço de Acolhimento e no Centro de Manaus até dia 5 de julho de 2017. Não há uma estimativa atualizada de quantos vivem em Manaus.

Fonte: G1
Colaborou Eliana Nascimento, do G1 AM

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