Pará coleciona os maiores índices de desmatamento da Amazônia Legal

Embora os desanimadores dados, há mães e pedagogos (as) paraenses que acreditam na força da educação ambiental para as crianças.

O aumento do desmatamento no território da Amazônia foi de 22% este ano segundo o último Boletim do Desmatamento  (Foto: Reprodução/EPTV)
O aumento do desmatamento no território da Amazônia foi de 22% este ano segundo o último Boletim do Desmatamento (Foto: Reprodução/EPTV)

O Pará não tem muito o que comemorar no Dia de Proteção às Florestas, lembrado em todo o Brasil nesta terça-feira (17). É que atualmente o estado tem o maior índice de desmatamento da Amazônia Legal, de acordo com o último Boletim do Desmatamento, divulgado a pouco menos de um mês pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Somente em maio de 2018, a floresta amazônica perdeu uma área verde com duas vezes o tamanho de Belo Horizonte. Em relação a maio de 2017, a destruição foi 73% maior. Embora esses desanimadores dados, há mães e pedagogos (as) paraenses que acreditam na força da educação ambiental para as crianças.

O objetivo do Dia de Proteção às Florestas é conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação das florestas, lar de inúmeras espécies de animais e plantas, para a qualidade de vida da humanidade. No folclore brasileiro, a proteção das florestas é personificada na figura do Curupira, um espírito mágico que habita as florestas e ajuda a protegê-las dos ataques de pessoas má intencionadas.

A professora Jorlice Colares Marques segue o exemplo do Curupira. Ela ensina desde cedo à filha, Sofia Colares Marques, a importância de respeitar a natureza e preservar as florestas. “A educação ambiental é de extrema importância para toda sociedade, em especial para as crianças, porque desde pequenas já começam a construir uma mentalidade de cuidado e respeito ao meio ambiente”, avalia.

A professora Jorlice Colares Marques ensina desde cedo à filha, Sofia Colares Marques, a importância de respeitar a natureza e preservar as florestas (Foto: Maria Sousa)
A professora Jorlice Colares Marques ensina desde cedo à filha, Sofia Colares Marques, a importância de respeitar a natureza e preservar as florestas (Foto: Maria Sousa)
A professora Jorlice Colares Marques ensina a filha, Sofia Colares Marques, a respeitar a natureza (Foto: Maria Sousa)
A professora Jorlice Colares Marques ensina a filha, Sofia Colares Marques, a respeitar a natureza (Foto: Maria Sousa)

A pedagoga e diretora de escola Dilma Guerreiro põe a educação ambiental como uma das premissas mais importantes na sua escola no bairro do 40 Hora, em Ananindeua, região metropolitana de Belém. Segundo a pedagoga, a criança leva consigo até a fase adulta esse tipo de aprendizado. “Nós ensinamos a todos eles porque que é necessário respeitar a natureza, preservar as florestas. Cerca de 120 crianças participam dos nossos projetos”, explica.

No projeto “Horta de Pneu” as crianças aprendem a transformar os pneus velhos em belos recipientes de plantas. Há centenas de plantas que servem para a alimentação e para ornamentar a escola. Além disso, as tampinhas de refrigerante não são descartadas na natureza. Elas ganham formas e cores quando coladas nos rodapés das paredes de toda a escola. Os desenhos, feitos pelos próprios alunos, são verdadeiras obras de arte.

Na escola da pedagoga Dilma Guerreiro as tampinhas de refrigerante não vão para o lixo. Elas viram obra de arte (Foto: Dilma Guerreiro )
Na escola da pedagoga Dilma Guerreiro as tampinhas de refrigerante não vão para o lixo. Elas viram obra de arte (Foto: Dilma Guerreiro )
Na escola, alunos aprendem a transformar pneus velhos em belos recipientes de plantas  (Foto: Dilma Guerreiro )
Na escola, alunos aprendem a transformar pneus velhos em belos recipientes de plantas (Foto: Dilma Guerreiro )

“Na nossa escola, ‘papel velho’ também não vai para o lixo de jeito nenhum. Os alunos aprendem desde cedo o peso que uma folha de papel tem sobre as florestas brasileiras”, explica Dilma Guerreiro.

Todo papel velho é usado na restauração de móveis. Recentemente, uma estante velha foi toda revestida com retalhos de revistas e jornais e ficou completamente restaurada. Bastou papel, cola e um pouco de tinta.

Além disso, vários alunos já foram premiados pelo projeto “Reciclou Ganhou”, em que eles recolhem o máximo de garrafas pet e são recompensados conforme o volume de material coletado. “Nós tivemos carroças cheias de garrafas pet”, conta Dilma.

Na escola, alunos aprendem a fazer horta em pneus  (Foto: Dilma Guerreiro )
Na escola, alunos aprendem a fazer horta em pneus (Foto: Dilma Guerreiro )
Na escola, alunos aprendem a transformar pneus velhos em belos recipientes de plantas  (Foto: Dilma Guerreiro )
Na escola, alunos aprendem a transformar pneus velhos em belos recipientes de plantas (Foto: Dilma Guerreiro )
Desmatamento

Segundo o último Boletim do Desmatamento, dos 2441 km² de área desmatada entre agosto de 2017 e maio de 2018, 852 km² foram no Pará. Em maio de 2018, 48% do total desmatado foi no Pará, seguido pelo Mato Grosso, com 29%; Amazonas, com 15%; Rondônia, com 7%; e Acre com 1%.

O aumento do desmatamento no território da Amazônia foi de 22% este ano. Em 2017, o número tinha caído para 21%, interrompendo uma curva de crescimento após cinco anos.

Ainda de acordo com o Boletim do Desmatamento, os dois municípios mais afetados pelo desmatamento estão no Pará. Altamira teve 111 km² desmatados e Novo Progresso, 65 km², ambos no sudoeste paraense.

Fonte: G1

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