PF prende 11 envolvidos com fraude no seguro-defeso; 8 são servidores públicos

Agentes do AP cumpriram mandados em Macapá, Santana, Laranjal do Jari, e em Almeirim nesta terça-feira (31). Quase 7 mil benefícios foram fraudados causando prejuízo de R$ 69 milhões, diz PF.

Investigado foi um dos 15 presos pela PF no Amapá nesta terça-feira (31) (Foto: PF/Divulgação)
Investigado foi um dos 15 presos pela PF no Amapá nesta terça-feira (31) (Foto: PF/Divulgação)

Na manhã desta terça-feira (31), 11 pessoas foram presas por agentes da Polícia Federal (PF) do Amapá em Macapá, Santana, Laranjal do Jari e em Almeirim, município do Pará, durante a operação “João XXI”. As prisões são relacionadas a uma fraude que teria gerado a emissão de 7 mil benefícios do seguro-defeso, causando prejuízo de mais de R$ 69 milhões.

De acordo com a PF, a “João XXI” também aconteceu em Belém (PA) e Caxias do Sul (RS), onde aconteceu a primeira fase da operação, chamada de “Timoneiro”, com prisão de um servidor público em abril. No Rio Grande do Sul, outras quatro pessoas foram presas nesta terça.

Segundo a investigação provocada por um relatório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), milhares de requerimentos do seguro-defeso foram identificados com indícios de irregularidades. As fraudes teriam inicialmente sido feitas por um servidor do MTE lotado na gerência que funciona em Caxias do Sul. Não foram detalhadas como teriam acontecido as participações dos servidores do Amapá.

Dos 11 presos nesta terça-feira, a polícia confirmou que oito são servidores públicos do MTE e do Sistema Nacional de Emprego (Sine). O superintendente interino do MTE no Amapá, Marcos Marinho, confirmou que 3 servidores do órgão foram conduzidos pela PF nesta terça.

Além das prisões, também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão. Foram realizadas buscas na sede do MTE em Macapá, e em unidades do Sine na capital, em Santana e em Laranjal do Jari, além de residências dos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal de Caxias do Sul.

Os presos devem responder pelos crimes de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A investigação foi conduzida pela Polícia Federal em Caxias do Sul, e contou com o apoio do Ministério Público Federal do RS, além da Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciárias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Assessoria de Pesquisa Estratégica da Secretaria Executiva do MTE.

A operação foi realizada com a intenção de desarticular a organização criminosa e, para isso, contou com cerca de 50 policiais federais no Amapá.

Fonte: G1

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