Não é lei do veneno, é do remédio, diz Alckmin sobre agrotóxico 

Candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin defendeu nesta segunda-feira o projeto que ficou conhecido como “lei do veneno”, por flexibilizar a concessão de registros de agrotóxicos e tido como amplamente favorável aos ruralistas em detrimento do que defendem ambientalistas. O projeto está em tramitação no Congresso.

Alckmin foi questionado por jornalistas sobre o tema durante evento promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção, em Brasília. Ele escolheu para vice em sua chapa a senadora Ana Amélia (PP-RS), tida como defensora dos interesses do agronegócio.

“Defendo [a lei]. Não é lei do veneno, é lei do remédio. Como os animais ficam doentes, as plantas também ficam doentes. Você precisa ter defensivos para defender a planta”, afirmou.

Um dos tópicos da lei é justamente retirar dos produtos a classificação “agrotóxico” por outro termo, mais ameno, como “defensivos fitossanitários” ou “pesticidas”.

“Precisamos de defensivos agrícolas mais modernos. O que não se pode admitir é a morosidade, o cartório. Quando demora mais de oito anos para aprova um produto novo, você está prejudicando a população”, afirmou.

FI-FGTS

Alckmin prometeu, caso eleito, uma ampla agenda de desburocratização e revisão de normas legislativas. O tucano criticou o FI-FGTS, fundo de investimento administrado pela Caixa Econômica Federal que aplica recursos do trabalhador em projetos de infraestrutura. “FI-FGTS, uma roubalheira inacreditável. Empresas superavaliadas e o trabalhador comprando empresas com seu dinheirinho”, apontou. “Quero que todo dinheiro do FGTS vá para seu fim primordial, moradia, mobilidade, infraestrutura.”

Diante da aparente tensão de representantes da construção, Alckmin procurou tranquilizar. “Sei das preocupações de vocês, fiquem tranquilos. Vocês terão muito mais crédito [em meu governo].”

Alckmin também prometeu que empresas de saneamento, que hoje pagam Pasep e Cofins, receberão tais valores de volta para realizarem investimentos.

Por: Vandson Lima e Fabio Murakawa
Fonte: Valor Econômico

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