Robustas Amazônicos surfam a terceira onda do café

Tecnologia, tradição e sustentabilidade trazem da floresta novos aromas e sabores

“Os Robustas Amazônicos têm tudo para fazer parte da ‘terceira onda do café’ com seus aromas e sabores até então desconhecidos ou inexplorados e sob uma nova ótica de avaliação sensorial”, destaca o pesquisador da Embrapa Rondônia, Enrique Alves. A ‘terceira onda do café’ é uma expressão popular que identifica um momento de maior intimidade e conexão de toda a cadeia produtiva do café. É a rastreabilidade de todo o processo produtivo, do campo à xícara. Um ambiente em que todos estão conectados pelo café.

Esse é um dos temas abordados na terceira edição da Revista Cafés de Rondônia em português e também traduzida para o inglês. A publicação da Embrapa reúne especialistas para tratar das transformações da cafeicultura no estado. Traz como tema central: Aroma, sabor e origem, destacando os potenciais encontrados na Amazônia. Retrata os diversos atores da cadeia do café que buscam a diferenciação no processo produtivo e na qualidade para o reconhecimento de origem e valorização do bioma amazônico como produtor de cafés. Esta e as outras edições da revista estão disponíveis, na versão online e gratuitamente, no portal da Embrapa Rondônia.

Os potenciais dos Robustas Amazônicos foram vistos pelos diversos visitantes, com experiência nacional e internacional na área, que estiveram em Rondônia em 2018 para debater e aprimorar o trabalho que está sendo realizado. A impressão destes especialistas está registrada em textos e vídeos, novidade que está disponível em QR code nesta edição.

Além disso, a reportagem de capa traz o trabalho que está sendo realizado com os indígenas das Terras do Rio Branco, em Alta Floresta d’Oeste, que apostam na produção de Robustas Finos como janela de oportunidades para a melhoria da qualidade de vida. Os resultados já estão sendo colhidos. O produtor indígena Valdir Aruá foi o 2º colocado no Concurso de Qualidade e Sustentabilidade do Café de Rondônia 2018 (Concafé), promovido pela Emater-RO e parceiros. Entre os destaques desta edição está uma previsão sobre a tendência do clima em Rondônia para os próximos 15 anos. Isso pode auxiliar no planejamento de longo prazo da gestão dos recursos hídricos para esta cultura e de sua sustentabilidade.

O leitor também fará uma breve viagem ao passado. Muitos acreditam que a história da cafeicultura em Rondônia é recente. Mas, relatos sugerem que o estado teve pioneirismo na cafeicultura do País. Será? Esta publicação traz um artigo com diferentes versões sobre quando surgiram os primeiros cafezais na Amazônia. Ainda sobre o passado, será possível saber como a pesquisa trabalhou a serviço da cafeicultura e como isso tem relação com os novos clones que estão hoje nas lavouras. E, por falar em novidade, o leitor poderá saber mais sobre o lançamento de cultivares de clones individuais híbridos, que está sendo preparado pela Embrapa Rondônia, como parte da estratégia de um pacote tecnológico para o desenvolvimento e viabilidade da cafeicultura alinhada às novas demandas e desafios.

A revista aborda também os efeitos dos novos arranjos espaciais das lavouras, o manejo integrado da broca do café e o desafio de fazer bem feito as etapas de pós-colheita. Outro texto ressalta o potencial de uso das terras da Amazônia Sul-ocidental e como a grande variabilidade de solos pode ser determinante para o sucesso ou fracasso da cafeicultura. Um encarte especial foi preparado com o mapa dos solos da Amazônia Ocidental e as descrições de uso para a cafeicultura.

E tem mais. Para dar água da boca, esta edição tem receitas preparadas por especialistas tendo como ingrediente principal o Robusta Amazônico. É sabor além da xícara.

Fonte: Embrapa

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