Estudo internacional conclui que mudanças climáticas estão matando árvores na Amazônia

Medindo grandes árvores na Amazônia Central, Brasil, 2016. Crédito: Adriane Esquivel Muelbert, Universidade de Leeds

A combinação de secas mais fortes e frequentes com o gás carbônico jogado na atmosfera pelas queimadas está acelerando a morte de algumas espécies de árvores da Floresta Amazônica, segundo o estudo.

Cientistas de várias partes do mundo faz um alerta sobre o impacto das mudanças climáticas na Floresta Amazônica.

Onde antes havia água, o que se vê hoje é o leito seco do rio. A combinação de secas mais fortes e frequentes com o gás carbônico jogado na atmosfera pelas queimadas está acelerando a morte de algumas espécies de árvores da Floresta Amazônica.

Essa é a conclusão de um estudo que reuniu mais de 100 cientistas num esforço internacional para avaliar os impactos das mudanças climáticas em toda a Amazônia nos últimos 30 anos. Mais de 100 mil árvores de diversas espécies foram monitoradas.

Os pesquisadores compararam a velocidade de mudança do clima na Amazônia com a velocidade de adequação das espécies de árvores, e descobriram que a floresta está lenta e já não consegue acompanhar o ritmo das mudanças.

“As espécies estão mudando mais ou menos 10 vezes mais lentas do que a mudança do clima. Então, se a cada ano, a cada década a gente muda alguns milímetros de precipitação, de chuva, as espécies vão demorar 10 vezes mais tempo para responder à essa mudança”, explica Adriane Esquivel-Muelbert, responsável pelo estudo.

A consequência é que algumas espécies podem desaparecer. E a ação do homem tem sua parcela de culpa. O desmatamento e as queimadas contribuem para as secas mais extremas e para o aumento do gás carbônico na atmosfera.

“O regime de chuvas no Brasil está totalmente relacionado à Floresta Amazônica, mas para o mundo todo essa capacidade de captação de gás carbônico que a floresta tem. Então, se a gente não cuidar agora, não proteger a floresta do desmatamento, a gente corre um sério risco de perder essa função vital da floresta Amazônica para o planeta”, alerta a pesquisadora

Fonte: Jornal Nacional
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