Fundo Amazônia apoia com R$ 45 mi projeto para gestão de terras indígenas e de unidades de conservação

Chamada pública selecionará até 12 projetos na Amazônia Legal em área com 80 milhões de hectares, 41 terras indígenas e 42 unidades de conservação

Iniciativa do IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas prevê ainda ações complementares e receberá recursos da Fundação Gordon e Betty Moore

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou apoio financeiro de R$ 45 milhões do Fundo Amazônia para a realização de uma chamada pública de projetos e de ações complementares que promovam o fortalecimento e a consolidação da gestão de 83 áreas protegidas da Amazônia Legal, bem como que desenvolvam alternativas sustentáveis de produção para as populações desses territórios.

Os recursos do BNDES serão destinados à gestão da iniciativa e à chamada pública, seu eixo central, que selecionará até 12 projetos em uma área com cerca de 80 milhões de hectares e que compreende 41 terras indígenas e 42 unidades de conservação. Essa área será dividida em seis blocos regionais (Xingu, Calha Norte, Alto Rio Negro, Baixo Rio Negro, Madeira e Rondônia/Purus), e até dois projetos de cada um desses blocos receberá entre R$ 1,5 milhão e R$ 6 milhões para implementar ações que ajudem a consolidar suas áreas protegidas.

LIRA 

Denominada LIRA – Legado Integrado da Região Amazônica, a iniciativa foi idealizada pelo IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, organização brasileira com mais de 26 anos de atuação pela conservação da biodiversidade no país por meio de ciência, educação e negócios sustentáveis com comunidades. O projeto contará também com apoio de R$ 16,35 milhões da Fundação Gordon e Betty Moore, totalizando R$ 61,35 milhões.

Os projetos apoiados deverão contemplar as seguintes linhas de ação: (i) planos de gestão territorial e ambiental (PGTA) ou de manejo; (ii) mecanismos de governança; (iii) uso sustentado dos recursos naturais; (iv) sistemas de monitoramento e proteção; (v) integração com desenvolvimento regional; e (vi) sustentabilidade financeira.

A chamada pública prevê que as instituições proponentes (associações civis, fundações de direito privado, cooperativas, entre outras) coordenem subprojetos com outras entidades que de forma integrada contribuam para o objetivo da iniciativa.

Fundo-Amazonia-Aerea

Ações complementares

O projeto LIRA também prevê apoio de até R$ 6 milhões (até R$ 150 mil para cada ação) para ações complementares aos projetos selecionados na chamada pública que promovam a participação social na gestão do território. Com isso, espera-se ampliar a geração de emprego, melhorar a qualidade de vida da população local e o promover o desenvolvimento territorial aliado à conservação do meio ambiente.

A iniciativa contará ainda com ações de capacitação (cursos, visitas técnicas e intercâmbios), de integração e de difusão de conhecimento e a elaboração de um “Plano de Promoção Socioambiental” (PPS) para cada um dos seis blocos. Esses planos irão identificar as principais oportunidades e gargalos para inserção econômica das populações locais na economia regional. Por fim, serão apoiadas adaptações de soluções tecnológicas existentes para uso em ações de monitoramento de biodiversidade e de proteção territorial.

Fundo Amazônia

Gerido pelo BNDES, em coordenação com o Ministério do Meio Ambiente, o Fundo Amazônia é considerado o principal mecanismo internacional de pagamentos por resultados de REDD+ (redução de emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal).

Em junho deste ano, o Fundo completou 10 anos. Em outubro, atingiu a marca de R$ 1 bilhão em desembolsos para mais de 100 projetos com órgãos públicos estaduais e federais, universidades, corpos de bombeiros florestais militares e instituições da sociedade civil, contribuindo assim para a melhoria de vida da população da Amazônia e para conservação de seus recursos naturais.

Fonte: Assessoria BNDES

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