Policiamento militar permanente e ações da PF são negociados para a terra indígena Awa Guajá

A Polícia Militar Ambiental do Maranhão reforçará a vigilância na terra indígena Awá Guajá, e o Ministério Público Federal iniciou as tratativas para que o Polícia Federal realize operações específicas contra madeireiras que atuam na região.

Como o blog revelou, as madeireiras invadiram novamente a terra indígena Awá Guajá na semana passada. Em vídeo enviado à coluna, o cacique Antônio Guajajara mostra máquinas de cortes de madeira e diversas toras empilhadas no chão.

Guajajara é cacique na terra indígena Caru, também no Maranhão, que fica ao lado da TI Awá Guajá. As terras Caru, Awá Guajá e Alto Turiaçu ficam coladas uma à outra e se uniram para fazer essa vigilância conjunta desde 2014.

Segundo o cacique, haviam no final da semana passada mais de 100 caminhões dentro da terra Awá Guajá realizando extração ilegal de madeira, fora os tratores que também ajudam no trabalho.

De acordo com documento enviado ao blog, o Policiamento Militar Ambiental foi garantido, também no final da semana passada, pelo governo do Maranhão por 90 dias, com a possibilidade de uma nova avaliação após esse período.

“Para resolver é preciso policiamento permanente. Nós já vínhamos negociando o policiamento e as novas denúncias ajudam a dar uma ideia do que está acontecendo na região”, afirmou Bruno de Lima e Silva, coordenador da Funai na frente de proteção ético ambiental Awá.

As terras Caru, Awá Guajá e Alto Turiaçu abrigam os remanescentes da Floresta Amazônica no Maranhão. Nas terras Caru, vivem os povos guajajara. Na Awá Guajá estão os awá e, em Alto Turiaçu, estão o Ka’apor.

Fonte: G1

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