Professores de aldeias indígenas estão sem contratos no Maranhão

Professores que ensinam nas unidades indígenas em Pindaré estão preocupados com a aproximação do início das aulas e com a falta de contrato na prestação de serviços.

Mais da metade dos professores da educação indígena estão preocupados e na dúvida se terão os contratos renovados. — Foto: Reprodução/ TV Mirante

Professores que trabalham em escolas indígenas do Pindaré, a 255 km de São Luís, estão preocupados com a falta de contrato de prestação de serviços com o Governo do Estado.

Com o início das aulas previsto para segunda-feira (11), mais da metade dos professores da educação indígena estão preocupados e na dúvida se terão os contratos renovados. Caso a renovação não ocorra, o início das aulas nas aldeias poderá ser adiado.

De acordo com o professor Flauberth Guajajara, grande parte dos educadores estiveram em sala de aula durante o ano de 2018 e participaram de uma preparação para o ano letivo na incerteza se terão os contratos renovados.

“Estou participando da semana pedagógica sem a certeza se estarei ou não no quadro, considerando que, alguns professores já assinaram o contrato, mas boa parte ainda não assinou. Essa parte dos professores que não assinaram são de áreas consideradas de muita necessidade como matemática, língua materna, tendo em vista que nós temos um projeto de fortalecimento da cultura. Esse projeto só será executado se tiver um professor da língua”, explicou.

A falha no fornecimento da merenda escolar é outra questão que afeta as escolas indígenas.  — Foto: Reprodução/ TV Mirante
A falha no fornecimento da merenda escolar é outra questão que afeta as escolas indígenas. — Foto: Reprodução/ TV Mirante

A professora Juliana Ventura Guajajara que trabalha com a língua indígena ainda não teve o contrato renovado, a preocupação dela é com a aprendizagem dos estudantes. “Espero que possa ser resolvido o mais breve possível porque a gente tem uma meta de prosseguir o ano letivo sem interrupções, então isso interfere no nosso calendário escolar”, afirmou.

Para atender as cinco escolas da terra indígena Pindaré serão necessários 54 profissionais e de acordo com Flauberth Guajajara, a falha no fornecimento da merenda escolar é outra questão que afeta as escolas indígenas.

“A gente tem um estoque de alimentos, mas a compra da alimentação escolar que não tem acontecido nos períodos certos. O MEC transfere todos os meses a parcela para o Estado do Maranhão, mas o Estado adotou um método de comprar a cada dois ou três meses. É certo que ele paga todos os atrasos quando compra, mas e os meses que ficam sem? São meses que não são compensados pedagogicamente falando porque o aluno não vai receber”, falou.

A gestora regional de educação de Santa Inês, Maria Zuíla Sousa disse que nesta sexta-feira (08) terá uma definição sobre a contratação dos professores para completar o quadro da educação indígena da região. Quanto a merenda escolar, ela disse que a compra dos alimentos é feita por chamada pública e essas chamadas são realizadas por períodos, a primeira deste ano está prevista para o mês de março.

Fonte: G1 MA

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