Green Climate Fund habilita BNDES, que pode acessar recursos para ações contra mudanças do clima

Banco brasileiro foi aprovado na modalidade mais ampla, de acesso direto, na qual estão apenas 24 das 88 instituições credenciadas, entre elas KfW e BID

Criado pela ONU com doações de mais de 40 países, GCF tem atualmente US$ 10,3 bi comprometidos e apoia projetos em nações em desenvolvimento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve seu credenciamento ao Green Climate Fund (GCF) aprovado pela diretoria do fundo internacional em reunião encerrada no último dia 8 na sede da instituição, em Songdo, Coréia do Sul. O credenciamento no GCF, que é válido por até 5 anos, leva em consideração o atendimento a padrões internacionais de análise e monitoramento de projetos relacionados às mudanças climáticas.

O BNDES foi habilitado na categoria de risco socioambiental A, mais alta modalidade, que permite ao Banco acessar os recursos do GCF para financiar ou apoiar investimentos dos mais diversos portes via equity, garantias, recursos não reembolsáveis ou empréstimos. As regras do fundo preveem ainda recursos para elaborar estudos e projetos de adaptação às mudanças climáticas e de mitigação dos seus efeitos.

Fundo

O Green Climate Fund foi criado em 2010 pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima com o intuito de viabilizar projetos que respondam aos desafios das mudanças climáticas em países em desenvolvimento. Atualmente, o fundo conta com US$ 10,3 bilhões em doações de mais de 40 países, comprometidos em mais de 100 projetos aprovados.

Novos aportes dos doadores estão previstos e, tendo em vista os compromissos assumidos pelos países nos acordos internacionais de clima, há a expectativa de que o GCF se torne o principal mecanismo internacional para financiar projetos relacionados à questão climática.

A iniciativa tem 88 instituições credenciadas, das quais apenas 24 se habilitaram na mesma categoria que o BNDES passa a integrar — entre elas, estão o banco de desenvolvimento alemão KfW, a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), a Corporação Andina de Fomento (CAF), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e o Banco Mundial.

Fonte: Assessoria

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