Greenpeace a Bolsonaro: ‘O incômodo de quem destrói o meio ambiente soa como elogio’

Segundo Greenpeace, desmatamento da Amazônia cresceu 30% de agosto de 2018 a julho de 2019 – Victor Moriyama/Greenpeace

“O Greenpeace Brasil lamenta que um presidente da República apresente postura tão incondizente com o cargo que ocupa.” A resposta é da Organização não Governamental sobre a declaração do chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, que na manhã desta quinta-feira (13) declarou que o Greenpeace é “um lixo”.

“Ao longo da história, nossa postura crítica a quem promove a destruição ambiental já causou muitas reações desequilibradas dos mais diferentes personagens. Estamos apenas diante de mais uma delas. Nestes casos, o incômodo de quem destrói o meio ambiente soa como elogio”, acrescenta o Greenpeace, em nota divulgada no início da tarde.

“Quem é essa porcaria chamada Greenpeace? Isso é um lixo”, disse Bolsonaro, após ser questionado por jornalista em entrevista coletiva sobre uma crítica da ONG, em nota emitida pela entidade sobre decreto do presidente de terça-feira (11), em que transfere a coordenação do Conselho Nacional da Amazônia Legal do Ministério do Meio Ambiente para o vice-presidente, Hamilton Mourão.

Ao comentar o decreto, o Greenpeace afirma que, entre agosto de 2018 a julho de 2019, o desmatamento da Amazônia cresceu 30%, equivalente a 1,4 milhão de campos de futebol.

Segundo a organização, “o conselho (Nacional da Amazônia Legal) não tem plano, meta ou orçamento”. “Ele não anulará a política antiambiental do governo e não tem por finalidade combater o desmatamento ou o crime ambiental”. A nota sobre o Conselho Nacional da Amazônia Legal também foi publicada nesta quinta.

“Os governadores, indígenas e a sociedade civil não fazem parte da sua composição. E numa tentativa de minimizar o impacto negativo da gestão do ministro Ricardo Salles, Bolsonaro retirou o Ministro do Meio Ambiente do comando de políticas ambientais para a Amazônia e espera que isto já seja o suficiente para enganar a opinião pública e os investidores internacionais”, acrescentou. “Mas os resultados continuarão sendo medidos diariamente pelos satélites que medem o desmatamento.”

Fonte: RBA

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