Eletrobras, empresa que participou da construção de Belo Monte é excluída do maior fundo soberano

Nesta quarta-feira (13/05), o Fundo de Pensão do Governo na Noruega excluiu a empresa Eletrobras de seus investimentos, por conta de violações de direitos humanos e a falta de compromisso com a proteção do meio ambiente. O anúncio foi feito pelo Norges Bank, instituição que administra o fundo em Oslo.

Segundo matéria divulgada na coluna do Jamil Chade no UOL, a diretoria executiva do Norges Bank decidiu pela exclusão da empresa Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras) por conta da “violações de direitos humanos relacionadas com o desenvolvimento da usina de Belo Monte no Brasil”.

O Conselho de Ética do fundo explicou a recomendação de exclusão em um comunicado: “a Eletrobras é uma empresa brasileira de energia engajada em diversos projetos de energia hidrelétrica. A avaliação é em grande parte baseada no papel da empresa na construção da usina de Belo Monte. Muitos territórios indígenas são severamente afetados pelo projeto que tem levado ao aumento da pressão sobre as terras indígenas, à desintegração das estruturas sociais e à deterioração de sua subsistência”, alertou.

“O projeto também resultou no deslocamento de pelo menos 20.000 indivíduos, incluindo pessoas com um modo de vida tradicional que costumavam ter suas casas em ilhas e margens de rios que agora estão submersas”, indicou.

“O Conselho de Ética também dá peso ao fato de a Eletrobrás ter se envolvido recentemente em outros projetos hidrelétricos que foram criticados por violações de direitos humanos, e que pretende participar de novos projetos hidrelétricos”, explicou.

Outra empresa brasileira que também foi excluída pela diretoria executiva do Norges Bank foi a Vale, ela foi avaliada e concluiu-se que apresenta “danos ambientais graves” devida as rupturas de suas barragens.

“O incidente (de Mariana) causou a morte de 19 pessoas e teve sérias conseqüências ambientais. O relatório de um inquérito encomendado pela BHP Billiton apontou graves falhas na barragem. Os defeitos eram de natureza tal que tornava provável que a empresa tivesse conhecimento deles”, apontou o Conselho de Ética, na Noruega.

“Em janeiro de 2019, outra das barragens da Vale no Brasil entrou em colapso, causando um total provisório de 237 fatalidades”, indicou. “A investigação deste acidente ainda não foi concluída, mas há várias semelhanças entre os dois incidentes. Defeitos foram identificados na construção, manutenção e monitoramento das barragens”, explicou.

As decisões de exclusão divulgadas neste dia 12 foram tomadas com base nas recomendações do Conselho de Ética feitas no ano passado (2019).

Fonte: Amazônia.org

Deixe um comentário