Costureiras da etnia Wapichana doam 800 máscaras para ajudar no combate ao coronavírus em RR

Itens foram distribuídos entre moradores da comunidade indígena Malacacheta, localizada no município de Cantá. A cidade tem 156 casos confirmados da doença.

Parte do grupo de voluntários que ajudou na confecção das máscaras — Foto: Grupo de ação educativa da comunidade Malacacheta/CIR/Divulgação
Parte do grupo de voluntários que ajudou na confecção das máscaras — Foto: Grupo de ação educativa da comunidade Malacacheta/CIR/Divulgação

Costureiras indígenas da etnia Wapichana produziram e doaram 800 máscaras para ajudar moradores da comunidade da Malacacheta a se proteger do novo coronavírus, informou o Conselho Indígena de Roraima (CIR) nesta segunda-feira (1ª).

A comunidade indígena tem 1,4 mil moradores e fica localizada no município do Cantá. Entre as cidades do interior de Roraima, Cantá tem o maior número de pessoas infectadas. Até esse domingo (31), foram confirmados 156 casos e três mortes no município.

Os itens de proteção foram confeccionadas com materiais doados e a participação de 60 voluntários. Outras 100 máscaras foram vendidas por um preço simbólico a fim de ajudar a custear a alimentação dos envolvidos na ação.

A gestora em saúde coletiva indígena, Kiusylene Souza da Silva, contou que a ideia da ação surgiu há um mês porque a pandemia avançava no estado e faltam iniciativas para proteger a comunidade indígena, que fica a 34 km de Boa Vista, a capital do estado.

“Pensamos em produzir as máscaras a partir do momento em que vimos que a nossa comunidade não tinha nenhuma iniciativa de contenção contra essa doença, nem mesmo as barreiras sanitárias. Conversei com uma técnica em enfermagem e começamos a buscar apoio, materiais doados, costureiras e aí fomos nos organizando”, disse.

Costureiras produzindo as máscaras — Foto: Grupo de ação educativa da comunidade Malacacheta/CIR/Divulgação
Costureiras produzindo as máscaras — Foto: Grupo de ação educativa da comunidade Malacacheta/CIR/Divulgação

Um levantamento do Instituto Socioambiental (ISA) aponta que já foram confirmados 90 casos e três mortes em razão da Covid-19 entre os indígenas de Roraima.

De acordo com Kiusylene, há dois registros de covid-19 na comunidade da Malacacheta e por isso algumas famílias estão sob monitoramento.

A produção dos materiais continua, mas com cada voluntário trabalhando de casa, segundo a gestora em saúde. Ela afirma ainda que o objetivo é não deixar faltar máscaras para proteger a comunidade durante a pandemia.

Fonte: G1

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