Escolas particulares em Manaus retornam às aulas presenciais

Ensino público de redes municipais e estaduais ainda não possuem previsão de retorno

As aulas presenciais no Estado do Amazonas foram suspensa no dia 16 de março pelo governador Wilson Lima (PSC) por conta do Covid-19. Depois de três meses fechadas as escolas particulares de Manaus abriram as portas para os alunos no início de julho. São cerca de 60 mil alunos, distribuídos em cerca de 200 instituições privadas, que voltaram à “rotina” no modelo híbrido, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM). O Governo autorizou o retorno das atividades presenciais nessas instituições desde que sigam as normas e recomendações oficiais de segurança.

A divulgação da cartilha que contém 68 normas foi feita no dia 3 de julho pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) para o retorno gradual das atividades educacionais. Dentre as normas, estão:

  • A lotação das salas de aula ficará limitada a 50% da capacidade, ou a depender do espaço disponível, deve ser garantido o distanciamento mínimo de 1,5m entre as carteiras ocupadas. Para a educação infantil deverá ser adotado o distanciamento de pelo menos 2m, uma vez que para esta faixa etária a utilização de máscaras é de difícil adaptação; 
  • Deve ser adotado o sistema de rodízio semanal entre alunos, de modo que, enquanto metade da turma está em sala de aula, a outra metade estará em casa realizando atividades de maneira remota. Na semana seguinte os grupos são invertidos; 
  • As instituições de ensino deverão desenvolver um plano de trabalho domiciliar ou remoto para estudantes do grupo de risco ou àqueles (ou suas famílias) que não se sintam confortáveis e seguros para frequentarem o ambiente educacional de maneira presencial; 
  • Durante as aulas de Educação Física, assim como demais práticas esportivas oferecidas pela escola, não poderá haver contato físico entre os participantes; 
  • Quando possível os horários de entrada e intervalo/recreio deverão ser redefinidos, de maneira que seja evitada a aglomeração de pessoas e a circulação simultânea de grande número de alunos nas áreas comuns do estabelecimento; 
  • Bibliotecas devem funcionar preferencialmente para empréstimo de exemplares, sem consulta ou leitura no local. Brinquedotecas devem permanecer fechadas. Para as crianças menores recomenda-se que estas não tragam seus próprios brinquedos para escola. Auditórios, salas de reuniões, e salas multimídia não devem funcionar até ulterior liberação da FVS; 
  • É obrigatório a todos os frequentadores do estabelecimento de ensino, o uso adequado e a todo tempo de máscaras cirúrgicas ou de tecido com no mínimo duas camadas.

As instituições privadas passaram a elaborar planos de retomada dentro da realidade de cada um, encontrando particularidades entre as medidas adotadas nos colégios. De testagem em massa no quadro de funcionários, a pequenos ajustes como brincadeiras à distância serviu de “guia básico” para que as portas se abrissem no dia 6 de julho.

Conforme as recomendações do governo estadual, as instituições de ensino deverão desenvolver um plano de trabalho domiciliar ou remoto para estudantes do grupo de risco ou àqueles (ou suas famílias) que não se sintam confortáveis e seguros para frequentarem o ambiente educacional de maneira presencial.

O retorno das aulas particulares só ocorreu na capital do Estado, como previsto no 4º ciclo do plano de reabertura publicado em decreto do Governo Estadual. A capital amazonense concentra mais de 31 mil casos confirmados de Covid-19 até a última atualização desta quarta-feira (15). Na rede pública (municipal e estadual), as aulas presenciais seguem suspensas e sem previsão de retorno.

Fonte: Amazônia.org.br

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