MPF cobra agilidade no julgamento de afastamento do ministro Ricardo Salles

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Foto: Marcos Corrêa/PR.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu, nesta quarta-feira (23), agilidade no julgamento que solicita o afastamento de Ricardo Salles do cargo de ministro do Meio Ambiente, pelas práticas de desmonte a proteção ao meio ambiente.

Segundo o documento a permanência de Salles tem trazido várias consequências para o meio ambiente, como o número alarmante de queimadas, especialmente na Amazônia. “O aumento exponencial e alarmante do desmatamento da Amazônia, consequência direta do desmonte deliberado de políticas públicas voltadas à proteção do meio ambiente, pode levar a Floresta Amazônica a um ‘ponto de não retorno’, situação na qual a floresta não consegue mais se regenerar”, afirma a ação judicial.

O pedido de afastamento do ministro foi feito há três meses, por 12 procuradores da República e ainda não foi avaliado. A ação tramita na Justiça Federal, em Brasília.

Enquanto isso, os números de desmatamento e de queimadas só aumentaram, nos meses de julho, agosto e setembro os dados são alarmantes. Apenas em agosto deste ano, os incêndios na Amazônia superaram a média história, do dia 1º até 31, foram mais de 29 mil registros. Comparando o mês de julho deste ano com do ano passado, houve 28% a mais de focos de incêndio na floresta, os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O Pantanal também registrou recorde nos incêndios. Em agosto, o bioma teve o segundo maior número de queimadas para o mês em sua história, foram mais de 5 mil focos de calor. Em meio aos incêndios, o bioma único teve perdas imensuráveis de biodiversidade e com a morte de vários animais.

De acordo com a ação judicial, os dados demonstram que a proteção ambiental no Brasil está sendo prejudicada pela desestruturação da política ambiental promovida pelo ministro e os procuradores pede que medidas urgentes sejam tomadas.

Por: Rafaela Moreira
Fonte: O Eco

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