Pendências do Ibama suspendem ações de brigadistas em combate a incêndios

Ibama determina que todos os brigadistas que atuam em campo no combate aos incêndios retornem para as suas respectivas bases.

Ibama – Vinicius Mendonça

Alegando falta de recurso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ordenou que todos os agentes de combate a incêndio parassem suas atividades na quarta-feira (21) e voltassem para a base de origem. A ordem foi dada pela Diretoria de Proteção Ambiental, que opera o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfog).

“Tendo em vista o contido no ofício circular 78, providenciar a determinação para que todas as brigadas do Prevfogo retornem às suas bases de origem à 0h de 22 de outubro de 2020, onde deverão aguardar ordens para o emprego em operações em campo”, informa o ofício assinado pelo diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olímpio Ferreira Magalhães.

Faltando menos de 70 dias para o ano terminar, após a determinação que inclui os brigadistas que atuavam no Pantanal e na Amazônia, o número de focos de fogo na Amazônia registrados neste ano superou todas as ocorrências dos 12 meses de 2019, com 89.604 focos, ante 89.176 observados no ano passado, de acordo com registros do Programa Queimadas do Inpe.

Em setembro, a Amazônia teve 60% mais focos que no mesmo mês de 2019, fechando como o segundo pior setembro da década. No Pantanal, o total de queimadas neste ano já é mais que o dobro do observado em todo o ano passado no bioma, o pior cenário desde o início dos registros, em 1998. E o Cerrado começou a queimar agora em outubro, já superando em 52% os focos dos 31 dias de outubro de 2019.

O Ibama informou através de nota que “a determinação para o retorno dos brigadistas que atuam no Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) acontece em virtude da exaustão de recursos”.

No fim de agosto, o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, anunciou a suspensão de todas as operações de combate ao desmatamento ilegal e a queimadas na Amazônia Legal e no Pantanal, devido a bloqueio financeiro determinado pela SOF (Secretaria de Orçamento Federal). Posteriormente os recursos foram desbloqueadas e as ações, retomadas.

Fonte: Amazônia.org

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