Cientistas debaterão soluções para o planeta

Vamos nos concentrar em vários desafios complexos e intimamente ligados à produção alimentar e a fontes de energia e de água, além de potenciais soluções por meio da cooperação internacional” Nina Fedoroff, presidente da Associação Americana para a Promoção da Ciência

Como não poderia deixar de ocorrer em um evento apresentado como a maior conferência científica do mundo, os temas debatidos no encontro anual da Associação Americana para a Promoção da Ciência (AAAS), que começa hoje em Vancouver, no Canadá, são os mais variados. Os debates vão das últimas pesquisas sobre o autismo até a próxima revolução agrícola, passando pelas consequências do aquecimento global nos oceanos. Cerca de 8 mil participantes de 60 países são esperados na edição de 2012 da conferência anual, que se realiza até 20 de fevereiro.

A principal missão da AAAS, que publica a prestigiosa revista Science, é sensibilizar o público, os líderes políticos e os pesquisadores sobre as grandes questões científicas e da sociedade. O tema central da conferência deste ano é “O desenvolvimento de uma sociedade humana global fundada no saber em um mundo cada vez mais aberto”. “Vamos nos concentrar em vários desafios complexos e intimamente ligados à produção alimentar e a fontes de energia e de água, além de potenciais soluções por meio da cooperação internacional”, informou, em um comunicado, a presidente da AAAS, Nina Fedoroff, geneticista e bióloga molecular de ponta, professora na Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos).

Aproximadamente 150 simpósios em todas as áreas científicas — da astronomia até as matemáticas, passando por medicina, ciência do clima, pesquisa de novas fontes de energia —, estão programas para o colóquio, o primeiro da AAAS no Canadá. A maioria das conferências anuais da associação, criada em 1848, aconteceu nos Estados Unidos. Várias sessões serão consagradas a Vancouver, cidade costeira, ao impacto do aquecimento global sobre o ecossistema oceânico do planeta e aos meios de proteger as espécies animais marinhas recorrendo aos satélites e à criação de áreas protegidas.

Alimentação e saúde

Os pesquisadores também devem apresentar trabalhos sobre os riscos no sistema alimentar global com as mudanças climáticas, o que contribui, em alguns países, para o aumento da escassez de alimentos e a elevação dos preços, uma situação agravada pela proibição de exportação de alimentos a partir de culturas transgênicas.

Outras pesquisas voltadas para a produção de carne em laboratório, sem animais, para atender uma duplicação do consumo no mundo até 2050 e reduzir o impacto da pecuária sobre o meio ambiente, serão apresentadas. Essa atividade já responde por 18% das emissões totais de gases do efeito estufa produzidos pelo homem.

Na medicina, vão ter destaque trabalhos sobre como a interação de fatores genéticos e ambientais podem contribuir para o autismo. Quanto à obesidade, os pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos vão apresentar um modelo matemático para prever com precisão quanto uma pessoa pode ganhar ou perder de peso tendo em conta o consumo diário de alimentos e o nível de atividade física.

Fonte: Correio Braziliense

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