Projeto de parlamentar cria data de luta contra a violência no campo

Dia 12 de fevereiro foi escolhido para lembrar morte de Irmã Dorothy

A Assembleia Legislativa do Estado aprovou, na manhã de ontem, projeto de Lei apresentado pelo deputado Zé Maria, líder do PT, que institui o dia 12 de fevereiro o “Dia de Luta contra Violência no Campo” e autoriza o Estado a desenvolver campanhas para combater a incidência de mortes envolvendo questões agrárias e pela promoção da paz no campo. O dia 12 de fevereiro foi escolhido porque, nessa data, no ano de 2005, a missionária Dorothy Stang foi assassinada com seis tiros, em Anapu. Na justificativa do projeto, Zé Maria destaca dados do relatório elaborado pela Comissão Pastoral da Terra que aponta 25 mortes e 71 torturados em conflitos agrários no ano de 2010 em todo o País.

Ainda de acordo com o relatório, o Pará continua sendo o Estado campeão no ranking de registros de violência no campo. Em 2009, foram oito assassinatos e 266 conflitos em território paraense. Em segundo lugar vem o Estado do Mato Grosso, com quatro homicídios. O Pará também lidera o ranking de violência contra ocupações, assentamentos, campamentos e comunidades tradicionais. Foram registrados, no ano de 2009, 101 ocorrência que incluem despejo, expulsões de famílias, destruição de bens, entre outros.

“Nosso Estado, infelizmente, continua sendo notícia no mundo inteiro por ainda prevalecer um índice muito alto de violência, onde as maiores vítimas são pessoas que lutam pela reforma agrária. Essa política de reforma agrária existe, mas há uma série de falhas que faz com que existam organizações que ainda disputam a terra, provocando esses conflitos. Acho que o Pará precisa avançar nesse processo, manter um debate sobre o assunto”, declarou o petista Zé Maria.

Ele explicou, ainda, o motivo de ter escolhido o 12 de fevereiro como “Dia de Luta contra Violência no Campo”. “Essa data é, para nós, emblemática pelo lamentável assassinato da irmã Dorothy. Por isso, temos esse dia como referência”, ressaltou.

Fonte: O Liberal

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