I ECSA propõe criação da Rede Amazônica de Comunicação Socioambiental

O I Encontro de Comunicação Socioambiental do Amazonas (I ECSA), realizado no último dia 21 de março, deixou como um dos produtos a ideia de se criar uma Rede Amazônica de Comunicação Socioambiental (RACSA) – nome ainda indefinido -, aos moldes da Rede Brasileira de Informação Ambiental (Rebia), que tem por missão democratizar a informação ambiental no país. O evento foi uma iniciativa do Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), em parceria com outros orgãos como Suframa, Ipaam, ADS e FAS.

A RACSA pretende seguir o modelo da Rebia uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, com a missão de democratizar a informação ambiental. Poderiam participar profissionais e estudantes ligados à área de comunicação social em toda a Amazônia Legal.

A partir desta semana, as contribuições da sociedade para a criação da RACSA estão sendo aceitas pelo endereço comunicacaodaamazonia@gmail.com

I ECSA

O I Ecsa reuniu personalidades locais e nacionais para debater temas da Rio + 20, no Hotel Caesar Business, e contou com o apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Amazonas (SJPAM), Rede Brasileira de Informação Ambiental (Rebia), Associação das Mídias Ambientais (Ecomídias) e Instituto Envolverde.

O encontro reuniu 17 palestrantes que discutiram junto ao público presente os temas da Rio + 20, a ser realizada no mês de junho, no Rio de Janeiro. Com o tema “O Amazonas na Rio +20: Economia Verde, Combate à Pobreza e Governança”, o I ECSA contribuiu como um foro preparatório para as questões que estarão em debate durante a conferência e, para isso, reuniu profissionais de segmentos variados e envolvidos diretamente, principalmente com o tema ” Economia Verde”.

O I ECSA recebeu mais de 300 solicitações para inscrição, dentre profissionais, acadêmicos e sociedade em geral.

Palestrantes: jornalistas Daniela Assayag Gioia (TV Amazonas/Globo), Marcela Rosa Marcon (TV em Tempo/SBT), Gerson Severo Dantas (A Crítica), Edemar Gregorio (Revista Novo Ambiente), Dener Giovanini (Estadão), Claudio Angelo (Folha de SP), Amelia Gonzalez (O Globo), Vilmar Berna (moderador) e Dal Marcondes (moderador)

Pela área ambiental e de ciência e tecnologia, o evento conta com Nádia Ferreira (SDS), Virgílio Viana (FAS), Odenildo Sena (Sect) e Carlos Bueno (Inpa). Representando o segmento de produção e movimentos de mulheres, Muni Lourenço (Faea) e Maria do Socorro Rodrigues, respectivamente.

Como representante indígena, o evento trouxe o líder do Povo Indígena Paiter Suruí/Rondônia, Almir Suruí, eleito pela revista americana “Fast Company” como um dos líderes mais criativos do mundo dos negócios. De acordo com a reportagem, em 2007, o líder Suruí, fechou uma parceria com o Google e levou a tecnologia às tribos. “Os índios passaram a valorizar a história dos anciãos e a resguardar, em vídeos e fotos on-line, as tradições da aldeia. Ainda se valeram de smartphones e GPS para delimitar suas terras e identificar os desmatamentos ilegais”.

O ator Max Fercondini, atual apresentador do Globo Ecologia, atuou como cerimonialista do evento.

Por: Nívia Rodrigues
Fonte: IPS

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