Operários no Madeira avaliam hoje se greve continua

Trabalhadores das obras do complexo hidrelétrico do Rio Madeira, em Rondônia, decidem nesta manhã, em assembleia, se voltam ou não ao serviço. A paralisação já dura 18 dias, no caso das obras de Jirau, e seis dias na usina de Santo Antônio. Os grevistas pediam 30% de aumento salarial, entre outras reivindicações.

Na sexta-feira, uma reunião entre trabalhadores, empresas e Ministério do Trabalho tentou fazer com que uma proposta fosse feita pelas responsáveis pelas obras. As empresas asseguraram que iriam fazer uma proposta antes da assembleia de hoje. “Faremos primeiro uma reunião às 7h30 com os trabalhadores de Santo Antônio. Se der resultado, nos dirigimos a Jirau para fazer uma reunião às 11h”, diz Raimundo Enelcio Pereira, diretor de ação social do Sindicato dos Empregados da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticcero).

A greve foi iniciada em Jirau, pelos trabalhadores da Enesa Engenharia, responsável por algumas obras do empreendimento. A paralisação chegou a Santo Antônio, afetando apenas parte dos trabalhadores. Como houve princípio de confusão, as construtoras decidiram interromper as obras e afastar os trabalhadores do serviço. A precaução é motivada pelo quebra-quebra ocorrido há um ano em Jirau, quando dezenas de ônibus foram destruídos, além de áreas de lazer e caixas eletrônicos.

Segundo as responsáveis pelas usinas não há previsão ainda sobre os impactos que a greve pode causar no cronograma de construção e entrada em operação.

Por: Fábio Pupo
Fonte: Valor Econômico 

Deixe um comentário