Presidenta em exercício da Câmara considera equívoco votar Código Florestal depois da Rio+20

A presidenta em exercício da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-ES), defendeu ontem (26) que as lideranças desvinculem a análise do projeto de lei que cria um novo Código Florestal da votação do projeto da Lei Geral da Copa. Ela disse ainda que considera um equívoco a possibilidade de deixar a votação do código para depois da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em junho. A parlamentar se reuniu no início da tarde com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

“Se é por causa da Rio+20 que não querem votar [o Código Florestal] é preciso que se saiba que é tão ruim ir para a Rio+20 com o código votado ou sem [estar] votado, porque [se não for votado] haverá sempre a suspeição do que será esse código”, disse Rose de Freitas.

A presidenta em exercício acrescentou que é impossível ter total entendimento sobre um tema tão polêmico como as mudanças na atual legislação ambiental. O importante agora, segundo ela, é votar o projeto da Lei Geral da Copa para que o Brasil demonstre que está preparado para promover o evento. O propósito é dar continuidade às conversas e tentar “dirimir” os conflitos em torno da análise da proposta do novo Código Florestal.

Mais cedo, ela disse à Agência Brasil que conversará com os parlamentares da bancada ruralista para tentar “avançar” no debate sobre o projeto da Lei Geral da Copa e o Código Florestal. “Não vamos votar [nada esta semana], até porque a presidenta está fora do país. Mas vamos dialogar com os ruralistas para ver se conseguimos avançar.”

Por: Marcos Chagas* 
* Colaborou Ivan Richard 
Fonte: Agência Brasil – EBC 
Edição: Talita Cavalcante

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