Grupo que representa sociedade civil na Rio+20 fecha propostas sobre emprego e trabalho

O grupo que representa a sociedade civil na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) fechou hoje (16) três propostas que serão apresentadas aos chefes de Estado e de Governo nos próximos dias 20 a 22. As sugestões se referem às questões relativas ao desemprego, ao trabalho decente e às migrações. O debate sobre esses temas abriu hoje os painéis dos Diálogos Sustentáveis, que terminam na terça-feira (19).

Mais de 2 mil delegados e dez painelistas participaram do debate sobre o futuro do mercado de trabalho no planeta, que busca um novo modelo de desenvolvimento. Para o grupo, a criação de condições dignas de trabalho depende do comprometimento dos países para assegurar a participação dos trabalhadores nas negociações sobre melhorias de condições e de proteção social.

O economista James Galbraith, professor da Universidade do Texas (nos Estados Unidos), disse que a segunda resolução acordada obteve amplo apoio do grupo de debatedores. “A grande parte do público que participou fez questão de enfatizar a importância de se garantir educação para assegurar empregos”, disse ele.

A terceira resolução que o grupo vai defender diante dos chefes de Estado e de Governo diz respeito à situação dos migrantes no mercado de trabalho. A secretária-geral da Confederação Sindical Internacional na Austrália, Sharan Burrow, lembrou que as mudanças climáticas vão intensificar esses movimentos migratórios e que as pessoas que deixam seus países de origem acabam, muitas vezes, enfrentando problemas políticos e econômicos.

“Fizemos uma pesquisa que mostra que trabalhadores, no mundo inteiro, estão se sentindo ‘desempoderados’ e não têm esperança de que seus filhos terão um futuro melhor. Mesmo no Brasil, que está contra a corrente, colecionando avanços nas relações trabalhistas, há a preocupação com as questões de salário e renda”, disse Burrow, destacando a importância de investimentos em economia verde para assegurar empregos dignos e proteção social, principalmente para os mais pobres.

Por: Carolina Gonçalves e Renata Giraldi
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Andréa Quintiere

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