Índios lutam por voz em desenvolvimento da América Latina

Entidades internacionais alertaram sobre as violações de direitos humanos sofridos por povos indígenas na data em que se comemora o Dia Internacional da ONU para os Povos Indígenas, nesta sexta-feira.

Noemi Gualinga e Nina Siren, da comunidade indígena Sarayaku, no Equador, que há anos, segundo a Anistia Internacional, lutava pelo direito de ser consultado sobre um projeto de exploração de petróleo que poderia afetar sua comunidade. (Foto Anistia Internacional).

Em um relatório publicado na véspera, a organização de direitos humanos Anistia Internacional diz que os governos de todo o continente americano dão prioridade ao desenvolvimento econômico em detrimento dos direitos dos povos indígenas.

O caso dos Sarayaku é representativo da situação de várias comunidades nas Américas. Mas eles conseguiram um avanço importante. Depois de esgotar as possibilidades jurídicos em seu país, eles levaram seu caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos. (Foto Anistia Internacional)

A entidade faz campanha para que os governos sejam obrigados a consultar as comunidades indígenas sobre projetos de desenvolvimento que possam afetar suas vidas.

O documento cita exemplos de grandes obras, como estradas e hidrelétricas, construídas em diversos países sem que os governos consultassem os povos afetados.

No mês passado, a Corte decidiu a favor dos Sarayaku, após uma longa batalha jurídica. A foto mostra Rosa Santi e seus filhos.

A entidade pede que os governos tomem medidas concretas para que “se evitem novas violações dos direitos humanos” dos indígenas no continente.

Calcula-se que 370 milhões de indígenas vivam em mais de 90 países.

Muitos desses povos enfrentam pobreza extrema, desemprego, discriminação e, muitas vezes, falta de acesso a direitos básicos.

Crianças Sarayaku em um rio. A Anistia Internacional faz campanha para que governos sejam obrigados a consultar os povos indígenas antes de levarem adiante projetos de desenvolvimento que possam afetar suas vidas.

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), apesar de alguns progressos recentes, “muito ainda precisa ser feito” para que esses povos tenham acesso a trabalho e justiça social.

A foto, tirada em 2009, mostra membros da comunidade Guarani-Kaiowá em Passo Piraju, Mato Grosso do Sul.
Calcula-se que 370 milhões de indígenas vivam em mais de 90 países. Na foto, a comunidade Guarani-Kaiowá, em Mato Grosso do Sul.
A imagem mostra duas mulheres indígenas do Paraguai, buscando água em um lago. Elas precisam caminhar 2 km para chegar ao local, mas a água não é potável.
A foto mostra a comunidade de Wawas, na província de Bagua, no Peru. Muitos povos indígenas no Peru, assim como em outros países da região, sofrem com falta de acesso a saúde.

O casal indígena Criselda e Fortunato, da província de Huancavelica, no Peru, perdeu o filho que esperava por falta de atendimento médico adequado.

Fonte: BBC Brasil

Deixe um comentário