Encontro discute resultados da Rio+20 e Cúpula dos Povos

Durante toda essa quarta-feira (1ª), entidades socioambientais e movimentos sociais da Bahia (nordeste do Brasil) se reuniram no encontro ‘Rio +20, e Agora?’. A intenção foi discutir os resultados da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e da Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental, realizadas simultaneamente no mês de junho, no Rio de Janeiro. O encontro está acontecendo no Auditório do CREA, na cidade de Salvador.

Desde a manhã de quarta, pessoas que participaram dos eventos no Rio de Janeiro e as que se envolveram em ações locais debateram os resultados da Rio+20 e da Cúpula dos Povos, avaliando os desafios que terão daqui para frente, trocando experiências e pensando a agenda socioambiental baiana para os próximos anos.

Renato Cunha, do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá), aponta que este evento pós Rio+20 e Cúpula dos Povos quer fortalecer uma agenda de lutas e campanhas com base no que foi decidido no Rio de Janeiro e acrescenta que o encontro está sendo uma “troca de conhecimento generalizada”.

“No primeiro momento as pessoas que foram ao Rio estão compartilhando as experiências, o resultado dos debates e os conhecimentos adquiridos com quem não foi. Outros que estiveram presentes em determinados eventos na Cúpula dos Povos estão dividindo as informações com quem participou de outros eventos no Rio de Janeiro. E assim este encontro está sendo uma troca de conhecimentos generalizada”, diz.

No primeiro momento do encontro os participantes se concentraram em três questionamentos: O que acharam dos eventos [Rio+20 e Cúpula dos Povos], o que trouxeram de lá e quais serão as iniciativa a serem desenvolvidas localmente?

Pela tarde, aconteceu a Assembleia dos Povos da Bahia, quando foi deliberado o rumo das lutas socioambientais na região. Renato adianta que algumas ações já estão definidas.

“Vamos fazer um mapeamento das injustiças e conflitos sociais no estado, vamos também nos concentrar na pauta antinuclear para combater o uso deste tipo de energia no Brasil todo, mas principalmente na Bahia e no Nordeste. Outra ação é a defesa dos territórios com base no respeito aos direitos humanos”, antecipa assegurando que as organizações da Bahia estão empenhadas em dar seguimento às definições que saíram da Rio+20 e, sobretudo, da Cúpula dos Povos.

Por: Natasha Pitts
Fonte: Adital 

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