Audiência pública em Belo Monte é suspensa

A audiência pública de conciliação entre representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Norte Energia, empresa responsável pela construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, sob a presidência do Ministério Público Federal (MPF) foi suspensa ontem (14). Segundo nota do consórcio, a Justiça Federal havia condicionado a audiência à saída dos invasores.

A audiência de conciliação tinha sido determinada pelo juiz federal Marcelo Honorato, de Altamira, em decisão proferida na quinta-feira.

Manifestação

Cerca de 120 manifestantes indígenas das etnias Xipaia, Kuruaia, Parakanã, Arara do rio Iriri, Juruna, e Assurini uniram-se aos pescadores, que estavam protestando na região por 24 seguidos contra o barramento definitivo do rio Xingu (PA), e ocuparam a ensecadeira do canteiro de obras de Pimental para paralisar a construção de Belo Monte.

Os manifestantes divulgaram ontem uma nova nota pública sobre a situação. As comunidades tradicionais que ocupam o canteiro de obras, afirmam que a intenção da manifestação “não é impedir o desenvolvimento do Brasil, mas fazer entender que desenvolvimento deve sempre acontecer com responsabilidade socioambiental”.

Eles afirmam também que a ocupação é resultado da “pela total falta de responsabilidade na construção da UHE de Belo Monte e violação contínua de direitos que são hoje motivos de 15 ações civis públicas impetradas pelo Ministério Público Federal e 2 ações internacionais”. Eles afirmam que os responsáveis pelos problemas citados são o governo federal, o BNDES e a Norte Nergia.

Por fim exigem a presença do Ibama, Funai, MPF, Defensoria Pública da União, Defensoria Pública do Estado do Pará, Presidente da NESA e de um representante do governo federal para que seja construido em conjunto um diálogo que vise a solução dos problemas vivenciados pelas comunidades.

Veja abaixo imagens do local ocupado

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