Fogo destrói áreas em Unidades de Conservação

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que o número de focos de incêndio em unidades de conservação (UCs) aumentou 62% em 2012, em comparação ao ano passado.

Entre 1º de janeiro e 20 de setembro, foram registrados 10.864 pontos de incêndio em áreas de proteção ambiental federais e estaduais, contra 6.708 no mesmo período de 2011.

De acordo com os pesquisadores do Inpe, o crescimento está associado, principalmente, ao clima – que está muito mais seco do que no ano passado – e às práticas de incêndio ilegais que acontecem em áreas próximas às Ucs ou mesmo dentro delas.

Até o final do mês de setembro, os incêndios haviam destruído cerca de 850 mil hectares de vegetação das áreas de proteção ambiental. O número é 41,5% maior do que o de 2011, quando as unidades de conservação perderam cerca de 600 mil hectares por conta dos focos de incêndio.

Os estados mais afetados pelo problema são Maranhão, Tocantins e Pará, que juntos respondem por quase 35% de todos os focos de incêndio registrados até agora em 2012.

As unidades mais sensíveis a incêndios ficam em áreas de cerrado, na região central do país e ao sul da Amazônia, aponta o coordenador de emergências ambientais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Christian Berlinck.

Setembro é considerado pelos pesquisadores do Inpe o pior mês para a ocorrência dos focos de queimadas. Dados do ICMBio mostram que a área destruída por incêndios em unidades de conservação federais, até 24 de setembro deste ano, foram cerca de 8.500 km² de vegetação, mais do que os 6.000 km² devastados no ano passado. Em 2010, quando a destruição foi maior, 10.650 mil km² de hectares foram atingidos por incêndios. A devastação é ainda maior se forem consideradas as unidades de conservação estaduais, mas não há levantamento preciso para a maioria dos estados, aponta o coordenador do ICMBio.

Fonte: Diário Do Pará

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