Na capital do Amapá, prefeito lidera pesquisa e resiste ao avanço do PSOL

A disputa pela Prefeitura de Macapá chega bastante acirrada às vésperas do segundo turno. Roberto Góes (PDT), nome tradicional da política local, concorre com Clécio Luis (PSOL), que baseou sua campanha na imagem de alternativa às figuras antigas da política macapaense.

De acordo com dados da última pesquisa Ibope divulgada na terça-feira, Roberto conta com 45% das intenções de voto na capital, contra 41% de Clécio. Embora o candidato do PDT esteja numericamente à frente, os candidatos encontram-se em empate técnico ao se considerar a margem de erro da pesquisa de quatro pontos percentuais.

Aqueles que pretendem votar em branco ou anular o voto somam 6%, enquanto 8% estão indecisos. Mesmo ao se considerar somente os votos válidos, a diferença percentual segue apertada: Roberto tem 52% das intenções de voto, ante 48% para Clécio.

A pesquisa foi feita entre 20 e 22 de outubro, e 83% dos eleitores dizem estar certos de sua decisão, enquanto 12% afirmam que ainda podem mudar até o dia da votação. Macapá tem cerca de 253 mil eleitores e perto de 400 mil habitantes.

Roberto é um nome já bastante conhecido da população de Macapá. O atual prefeito da cidade foi eleito vereador em 1992, aos 26 anos. Depois, atuou como deputado estadual por quatro vezes.

O candidato do PDT chegou a ser preso por dois meses durante seu mandato após ter sido acusado de envolvimento com corrupção em 2010 pela operação “Mãos Limpas”, da Polícia Federal. A mesma operação levou à prisão o então governador na época, Pedro Paulo Dias (PP), o ex-governador e primo de Roberto, Waldez Góes (PDT) e a sua mulher, a deputada estadual eleita Marília Góes (PDT) – todos aliados de Roberto.

O atual prefeito é um dos membros da família Góes, uma das mais tradicionais da política local, e a sua imagem ficou bastante desgastada em 2010 após a realização da operação “Mãos Limpas”. O núcleo Góes tradicionalmente conta com o apoio do ex-presidente José Sarney, senador do PMDB eleito pelo Estado em 2006.

Clécio Luis, por sua vez, é vereador em Macapá desde 2005, e foi candidato ao governo do Estado em 2006. Foi secretário de Educação do atual governor estadual, Camilo Capiberibe (PSB), mas durante toda sua campanha tentou se descolar dos grupos políticos tradicionais da região – no primeiro turno, Capiberibe apoiou a candidata Cristina Almeida, também do PSB.

Por: Filipe Pacheco
Fonte: Valor Econômico

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