Rondônia é alvo de ataques

O governo de Rondônia praticamente descartou que o atentado na madrugada de ontem, quando seis carros foram incendiados em Porto Velho, trata-se de uma retaliação contra a transferência de detentos de Santa Catarina para a penitenciária federal na capital rondoniense. As autoridades locais afirmam que não ficou constatado vínculo dos ataques de quarta-feira com os da Região Sul.

Segundo o secretário de Segurança Pública do estado, Marcelo Bessa, a hipótese é a de que o fogo tenha sido provocado por vândalos. Bessa acredita que o caso não tem relação com a transferência de 40 presos de Santa Catarina para presídios federais — três deles foram para Rondônia e os outros 37 seguiram para Mossoró (RN) no último sábado.

Durante as ocorrências de ontem, o Corpo de Bombeiros conseguiu evitar que o fogo se alastrasse e atingisse outros carros que estavam próximos aos atacados. Segundo a polícia, não houve vítimas. Todos os incêndios ocorreram em ruas diferentes do bairro Nova Porto. A polícia, até a tarde de ontem, não tinha suspeita da identidade dos criminosos, mas recolheu imagens de câmeras localizadas próximas aos locais dos ataques.

Um dos detentos encaminhados para Porto Velho é um rapaz de 23 anos acusado pelas autoridades catarinenses de ser um dos líderes da facção criminosa que atua nos presídios locais. Ele é suspeito de ser um dos responsáveis por comandar os ataques, que já atingiram 35 cidades de Santa Catarina.

Apesar de as autoridades locais negarem relação entre os ataques em Santa Catarina e os de Rondônia, não é comum acontecimentos dessa natureza em Porto Velho. Segundo moradores da capital rondoniense, que ficaram surpresos com os atentados, os incêndios ocorreram em um período de cinco minutos, o reforça a suspeita de que mais de uma pessoa participou do crime.

Por: Edson Luiz
Fonte: Correio Braziliense 

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