Agricultores realizam mobilização na sede do Incra nesta segunda-feira

Aproximadamente 100 agricultores dos assentamentos do Tarumã Mirim e do Projeto de Iporá, localizados no quilômetro 134 da rodovia AM-010, nas proximidades dos municípios de Rio Preto da Eva e Itacoatiara fizeram parte da manifestação que aconteceu em frente à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), localizado na avenida André Araújo

Os moradores moram nos assentamentos desde 1997 e mesmo após 16 anos, aproximadamente 80% não possuem o título definitivo da terra. (Luiz Vasconcelos )

Agricultores dos assentamentos do Tarumã Mirim e do Projeto de Iporá, localizados no quilômetro 134 da rodovia AM-010, nas proximidades dos municípios de Rio Preto da Eva e Itacoatiara, realizaram manifestação na manhã desta segunda-feira (3), para reivindicar a liberação dos títulos definitivos das áreas assentadas e a pavimentação de ramais e estradas pertencentes às comunidades agricultoras.

Aproximadamente 100 pessoas fizeram parte da manifestação que aconteceu em frente à sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), localizado na avenida André Araújo, bairro Aleixo. De acordo com o colono José Rosemberg, cerca de mil e duzentas famílias vivem no assentamento e “sofrem todos os dias com a falta de asfaltamento nas principais entradas das comunidades”.

“A situação da estrada é complicada, as pessoas sofrem quando precisam sair ou entrar do assentamento. Os agricultores acabam perdendo os produtos que colheram, sem falar no risco de acidentes, como aconteceu com um ônibus escolar no mês de fevereiro”, relatou.

O presidente da Associação Comunitária de Novo Horizonte, Emerson Laves, 27, disse que os moradores ocuparam as áreas desde 1997 e mesmo após 16 anos, aproximadamente 80% não possuem o título definitivo da terra.

“Solicitamos o título das terras doadas aos agricultores pelo Incra. Queremos ainda, a liberação do crédito para reformar as casas, inclusive com o direito do próprio morador poder escolher como quer realizar a obra”, ressaltando que os agricultores também desejam a liberação dos materiais da construção em sua totalidade.

Ainda nesta manhã, representantes do instituto devem conversar com a comissão definida pelos assentados para verificar as reivindicações e proporem soluções para o impasse.

Fonte: A Crítica

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