Atendimento a indígenas no SUS será tema de reunião no MPF/AM

Encontros são motivados por inquérito civil público que apura as condições de atendimento prestadas aos povos indígenas em Manaus por parte do Sistema Único de Saúde

Na próxima quarta-feira, 24 de julho, o Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) retomará a discussão sobre o respeito aos costumes e tradições dos povos indígenas no atendimento médico realizado nos hospitais de média e alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS), em Manaus, em reunião pública a ser realizada na sede do órgão, a partir das 9h.

O primeiro evento realizado para discutir o tema, a audiência pública realizada no último dia 9 de julho, na sede da Justiça Federal, contou com a participação de representantes de diversos órgãos que atuam diretamente na prestação de serviços aos povos indígenas no Amazonas, como Fundação Nacional do Índio (Funai), Casas de Saúde do Índio (Casai) e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), mas registrou ausência dos secretários de Saúde do Estado e do município de Manaus e da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

Para a reunião do próximo dia 24 de julho, que também estará aberta à participação de interessados, foram novamente convidados os chefes da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e Sesai, além de representantes do movimento indígena e outros órgãos diretamente ligados à questão indígena no Estado.

Em função do espaço físico do local onde será realizada a reunião, o órgão adianta que é possível haver limitação de participantes, caso a capacidade máxima do local seja atingida.

O objetivo dos debates realizados pelo MPF/AM sobre o tema é colher informações para subsidiar inquérito civil público instaurado para apurar as condições de atendimento prestadas aos povos indígenas em Manaus por parte do SUS. O inquérito foi instaurado em março de 2013, a partir de informações sobre o caso de uma criança indígena da etnia Matis, à época internada no Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (Icam), hoje já falecida.

Fonte: MPF – Ministério Público Federal

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