Índios continuam ocupando sede da Funai, com reforços chegando a cada dia

Insatisfeitos com a atual administração, indígenas escolhem um substituto e aguardam acampados na sede da Funai em Manaus a aprovação pela presidência nacional em Brasília

Indígenas de aproximadamente 37 etnias continuam acampados na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Manaus, localizada na avenida Maceió, Zona Centro-Sul, desde as 16h30 de domingo (10), reivindicando a saída do atual coordenador da entidade. Com o pedido negado, eles contam com reforços para aumentar a manifestação, que já conta com cerca de 200 adeptos, entre idas e vindas.

As lideranças indígenas estão chamando reforços de várias partes do Estado e a cada momento chegam grupos com 10 a 20 caciques e guerreiros para ampliar o número de manifestantes, que buscam chamar a atenção dos representantes do órgão em Brasília com a manifestação pacífica.

De acordo com o líder da etnia Mura do município de Autazes, a 118 quilômetros de Manaus, Ney Pacheco, os indígenas estão fazendo três solicitações: a exoneração do atual coordenador do órgão, Eduardo Desidério Chaves, a posse de Idelfonso Cavalvante e mais assistência aos indígenas.

Pacheco informou ainda que uma assembléia interna foi realizada para sugerir um possível substituto para o cargo de Desidério Chaves, onde foi apontado o nome de Idelfonso Cavalcante, da etnia Munduruku, e de Gudemberg Souza da etnia Apurinã, como segunda opção.

Outra reclamação é a falta de atenção ao grupo: os índios relatam que alguns integrantes do grupo buscam iniciar o procedimento do Rani (Registro de identidade indígena), e não recebem do órgão a documentação necessária para dar início ao processo.

Questões sobre a divisão de terras e moradia são outros fatores que, de acordo com Pacheco, estão sendo ignorados pelo atual coordenador. “Esse homem não é nosso representante. Primeiro que nem índio ele é, somos discriminados por ele que ignora tudo o que falamos, por isso queremos um coordenador realmente indígena”, disse.

A reportagem do Portal A Crítica tentou contato com a assessoria de comunicação da Funai em Brasília, mas até a publicação desta matéria não obteve sucesso.

Fonte: A Crítica

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