Haiti por si é lançado em cidades brasileiras com grande fluxo de migrantes

Cidades brasileiras que recebem um grande contingente de imigrantes haitianos, Manaus, capital do Estado do Amazonas, e Porto Velho, capital de Rondônia, serão palco, nesta semana, do lançamento do livro Haiti por si: a reconquista da independência roubada, publicado pela Agência de Informação Frei Tito para a América Latina (Adital). O diretor executivo da Adital, padre Ermanno Allegri, estará nos dias 27 e 28 de novembro em Manaus e nos dias 29 e 30 em Porto Velho.

Na capital amazonense, o livro será lançado na quarta-feira, 27, às 19h, em debate promovido pelo Serviço Pastoral de Migrantes da Arquidiocese de Manaus, Paróquia de São Geraldo, e pelo Pré-Vestibular dos Migrantes, do Movimento Nacional de Luta pela Educação (Monale). Na quinta-feira, 28, Allegri estará lançando Haiti por si na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), às 10h30, num debate sobre a migração haitiana no Brasil, realizado pelo Centro de Estudos Migratórios na Amazônia da Ufam, entre outras instituições; e às 19h30, no Centro Universitário do Norte Laureate Internacional Universities, para alunos e professores dos cursos de Comunicação Social.

Em Porto Velho, o diretor da Adital divulgará o livro em visita à imprensa e local e, no sábado, 30, às 19h, participará de um debate na Universidade Federal de Rondônia (UFRO). Allegri afirma que serão excelentes oportunidades para divulgar a publicação junto aos próprios haitianos, pois a expectativa é de que muitos migrantes participem dos lançamentos nas duas cidades. O livro já foi lançado em Fortaleza, Sobral e Juazeiro do Norte, no Estado do Ceará; em Brasília (DF), e São Paulo, na Casa do Migrante.

Produzido pela Adital em 2013, o livro reportagem, organizado e editado pela jornalista Adriana Santiago, com prefácio do Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel e colaboração de Frei Betto, busca mostrar as possibilidades de reconstrução política, econômica, social e cultural do país mais pobre das Américas, reconstrução que deve ser protagonizada pelos próprios haitianos.

Fruto de um trabalho de 18 meses, “Haiti por si: a reconquista da independência roubada” contou com a colaboração de jornalistas brasileiros e haitianos, uma jornalista chilena, fotógrafos haitianos, tradutores, revisores, totalizando uma equipe de aproximadamente 20 pessoas. O lançamento do livro em português é apenas uma primeira etapa, que será consolidada com traduções para o francês e o creole, línguas faladas pelos haitianos, e também para o italiano e espanhol.

Fonte: Adital

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