Pedido de saída de coordenador é recusado e índios permanecem na sede da Funai

De acordo com o lider do grupo, o cacique Ney Pacheco, um pedido será encaminhado ao Ministério Público Federal e a ocupação segue sem data de término

Cerca de 200 indígenas seguem acampados na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), localizada na avenida Maceió, Zona Centro-Sul de Manaus. O grupo exige a saída do atual coordenador Eduardo Desidério Chaves, porém em documento que foi entregue pela assessoria de comunicação do órgão por volta das 13h30 desta quarta-feira (6), a presidência da Funai recusou o pedido de exoneração.

No documento assinado pela presidente interina da Funai Maria Augusta Boulitreau, consta que não existem motivos para a saída do atual coordenador, visto que os trabalhos realizados por ele são acompanhados pela Fundação e não há nenhuma irregularidade.

Segundo o líder do grupo, o cacique Ney Pacheco, o nome do bacharel em direito Rosemberg Branco foi apontado em assembleia para ser o substituto de Eduardo Chaves e será encaminhado um pedido oficial ao Ministério Público Federal (MPF) para uma nova análise do pedido nesta quinta-feira (7).

Em entrevista ao Portal A Crítica, Rosemberg afirmou que há uma discriminação por parte da Fundação. “A Funai está violando o direito dos índios impedindo que sua escolha feita de forma democrática seja acolhida. Além do novo pedido de análise, será encaminhado um mandado de segurança contra essa censura que está acontecendo”, revelou.

O bacharel conta que novos indígenas de vários municípios do Amazonas continuam chegando à sede da Fundação para dar continuidade às reivindicações. “Todos eles estão dormindo em redes ou no chão. Aqui é a casa deles e eles estão lutando por algo que acham certo”.

Segundo um dos funcionários da Funai, que preferiu não se identificar, o atual coordenador não está no local e irá suspender o expediente na Fundação enquanto o prédio permanecer ocupado pelos indígenas. Até o início da tarde desta quarta-feira, Desidério não havia entrado em acordo com o grupo ocupante.

Fonte: A Crítica

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