Governador do Acre critica TAM por anunciar falta de querosene no aeroporto de Rio Branco

A Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear) anunciou que o abastecimento de aviões está comprometido no Aeroporto Internacional Plácido de Castro, de Rio Branco (AC), devido à falta de acesso fluvial para as empresas fornecedoras do querosene de aviação (QAV).

Nesta quarta-feira, a TAM alterou o horário de um voo e a quantidade de poltronas que à disposição dos passageiros por falta de combustível no no aeroporto. O voo JJ 3534 (Brasília – Rio Branco), cuja decolagem era prevista para as 11h32, teve que realizar uma escala para abastecimento em Porto Velho (RO).

Cheia do Rio Madeira deixa aeroporto de Rio Branco sem combustível e TAM altera voo

O governador do Acre, Tião Viana (PT), reagiu nesta manhã duramente no Twitter contra a empresa aérea.

– É uma vergonha que uma empresa como a TAM se preste a mentir e emita nota dizendo não haver combustível no Aeroporto de RB.

Reportando-se à superintendência da Infraero, Viana disse que no momento há 80 mil litros de querosene, sem restrição para a BR Distribuidora atender à Shell, que abstece os aviões da TAM.

– Há sim uma omissão da Shell em não procurar resolver suas demandas neste momento difícil da região. Já comuniquei, inclusive, à ANP. Vamos à verdade… Pois, ontem, houve, sim, algumas horas, em que o estoque BR era de 14000 litros no Aeroporto… – acrescentou o governador.

A TAM havia havia explicado que o motivo da alteração do voo foi a “impossibilidade de abastecimento da aeronave em Rio Branco, visto que as chuvas que atingem a região bloquearam as vias que dão acesso ao aeroporto, impedindo a chegada do combustível ao local. A previsão de pouso na capital do Acre é às 13h53”.

– Tendo em vista a manutenção das operações regulares, as companhias aéreas estão abastecendo suas aeronaves na cidade de origem dos voos com capacidade de combustível suficiente para atender a uma ou mais etapas previstas na viagem, como pode ser o caso se a próxima etapa for Porto Velho (RO) , que também apresenta problemas de abastecimento do QAV, e as etapas subsequentes – afirma a nota da Abear.

Segundo a entidade, a medida impacta na capacidade de transporte de passageiros, já que a aeronave deve respeitar o peso máximo de decolagem permitido.

– A restrição de passageiros acontece para garantir a segurança das operações – reforçou Ronaldo Jenkins, diretor de operações e segurança de voo da Abear.

Por causa da cheia do Rio Madeira, mais de 10,5 mil pessoas deixaram suas casas em Rondônia. A BR-364 teve que ser fechada para ônibus e automóveis porque alguns trechos estão inundados. Apenas caminhões podem trafegar durante o dia na rodovia federal, que é a na única via de acesso terrestre do Acre ao restante do país.

O Acre enfrenta problemas de abastecimento de insumos para construção civil, alimentos perecíveis, combustível e gás de cozinha. Aviões da Força Aérea Brasileira estão sendo usados para transportar alimentos de Porto Velho (RO) para Rio Branco.

A Abear disse lamentar os transtornos e esclareceu que os clientes que não puderem embarcar receberão toda a assistência necessária e serão isentos da cobrança de taxa de remarcação, reembolso e diferenças de tarifa, pelo prazo de 15 dias.

Por: Altino Machado
Fonte: Terra Magazine/ Blog da Amazônia 

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