Mau tempo atrapalha busca da FAB a avião desaparecido no Pará

Duas aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira) realizam nesta quarta-feira (19) a busca de um bimotor modelo Beechcraft BE 58 Baron, de matrícula PR-LMN, que desapareceu por volta de 13h de ontem (18) próximo à cidade de Jacareacanga (a 1.150 quilômetros de Belém), no Pará.

O mau tempo prejudica a visibilidade, mas, segundo informações da FAB, as aeronaves retomaram os trabalhos. Elas contam com o auxílio de dois aviões da empresa dona da aeronave desaparecida e de um helicóptero da Polícia Militar do Pará. A área por onde o avião voava é repleta de áreas indígenas e floresta amazônica densa.

A aeronave de táxi aéreo, pertence à empresa Jotan Táxi Aéreo, partiu de Itaituba (PA) em direção à Jacareacanga às 11h45, quando realizou o último contato com a base. Os radares acusam o desaparecimento a aproximadamente 29 km à nordeste do destino.

O serviço de comunicação social da Aeronáutica informou que o último contato do piloto com a torre de controle foi feito por volta de 14h (horário de Brasília). A FAB não divulgou o conteúdo do contato e nem se o piloto reportou algum tipo de pane.

Um helicóptero H-60 Black Hawk do Esquadrão Harpia, com sede em Manaus (AM), e um SC-105 Amazonas do Esquadrão Pelicano, de Campo Grande (MS), especializado em missões de Busca e Salvamento, estão engajados na missão, que envolve cerca de 20 militares da FAB.

Segundo informações do Salvaero da Região Amazônica, unidade da FAB que coordena as buscas no norte do país, a área coberta até o momento foi de 72 km² e a área de cobertura estipulada é de 1.165 km². No entanto, o mal tempo na região, especialmente a formação de um nevoeiro, prejudicam a visibilidade.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que estavam a bordo as técnicas de enfermagem Rayline Sabrina Brito Campos, Luciney Aguiar de Sousa e Raimunda Lúcia da Silva Costa, o motorista Ari Lima e o piloto Luiz Feltrin. Os passageiros são funcionários da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e seguiam para Jacareacanga, onde substituiriam as equipes que já prestavam atendimento nas aldeias da etnia Munduruku.

Rayline Campos chegou e enviar uma mensagem SMS para o celular do tio, Rubélio Santos. No texto da mensagem, divulgado em veículos de comunicação do Pará, contava que um dos motores do avião estava parando e que estava em pânico.

De acordo com a assessoria do Ministério, foi a coordenação do Distrito Sanitário Especial Indígena Rio Tapajós que acionou equipes de buscas que desde a tarde de ontem sobrevoam a região.

A Jotan Táxi Aéreo, empresa responsável pela aeronave ainda não se pronunciou sobre o caso e informou que só dará declarações depois que a aeronave for encontrada.

Tragédia

No final ano passado, um avião bimotor caiu e matou cinco pessoas no município de Novo Progresso, também na região Sudoeste do Pará. O piloto, o co-piloto e três índios kayapó que estavam no avião morreram.

Segundo informações da Casa de Saúde Indígena (Casai) de Novo Progresso, o avião caiu logo após a decolagem. O avião bimotor que pertencia a empresa Heringer Táxi Aéreo teria saído da aldeia Pukanu com destino a Novo Progresso, onde os indígenas receberiam atendimento médico.

Por: Elias Santos e Leandro Prazeres
Fonte: UOL Notícias

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