Arena Pantanal tem tratores e cimento fresco horas antes de jogo do Santos

Grande movimentação de tratores e pás carregadeiras. Guindastes erguendo operários ao topo da cobertura. Cimento fresco sendo preparado. Cheiro de tinta. Ao fundo, o som incessante de motores, batidas de martelo, soldas e serras.

Na manhã desta quarta-feira, quando faltavam pouco menos de doze horas para o jogo inaugural, entre Mixto (MT) e Santos, pela Copa do Brasil, este era o cenário na Arena Pantanal, futuro palco de quatro jogos da Copa do Mundo em Cuiabá.

Com 97% de conclusão, segundo estimativa oficial do governo do Estado, o estádio será aberto para 20 mil torcedores -menos da metade da capacidade prevista: 41.390.

A lotação reduzida, de acordo com a Secopa, é uma exigência da FIFA. Mas há também uma limitação prática: não foram instalados os assentos do anel superior.

Nesta manhã, operários suspensos por cordas faziam ajustes na membrana que reveste a estrutura do estádio. No estacionamento, pilhas de paralelepípedos aguardavam a instalação definitiva.

Em um dos acessos da torcida, outro operário finalizava com cimento fresco os furos para a instalação de mais de 60 luminárias. Na carroceria de uma caminhonete, placas de sinalização dos banheiros e acessos para deficientes.

Técnicos ainda instalavam os equipamentos das bilheterias. Em outro acesso, caixas de produtos eram desembarcados para abastecer os bares do anel inferior, em meio à movimentação de operários e técnicos apressados.

Para o jogo, uma operação especial foi montada para tentar assegurar a mobilidade dos torcedores. Com as principais obras viárias de acesso ao estádio ainda inconclusas, o governo decidiu fechar todo o entorno ao tráfego de veículos não autorizados a partir das 17h (18h, de Brasília).

Para chegar ao estádio, o torcedor poderá usar táxis até pontos pré-determinados nas proximidades da arena, ou tomar linhas de ônibus especiais que passarão a circular no sentido da Arena após o fechamento do tráfego.

O jogo entre Mixto e Santos está marcado para as 22h (de Brasília).

Por: Rodrigo Vargas
Fonte: Folha de São Paulo/Uol Notícias

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