Amazônia quer se ver na tela

Durante a pré-estreia do filme, Fabiano Gullane, que assina a produção de “Amazônia” ao lado da empresa francesa Biloba, encontrou-se com o público em um bate-papo na sede do Banco da Amazônia, que patrocina o filme. Estudantes de cinema e profissionais da área estiveram presentes para conhecer mais sobre os bastidores do filme lançado no ano passado, e que tem percorrido uma trajetória de sucesso em grandes Festivais de Cinema, como o de Veneza (onde ganhou o prêmio WWF de Meio Ambiente), Cannes, Toronto, e Rio de Janeiro, onde fez a abertura da edição de 2013.

“Esse projeto em 3D conjuga todos os elementos que um grande filme sobre a Amazônia deve ter. Fazer cinema não é estar restrito a São Paulo, Rio de Janeiro e Hollywood. Tem que fazer em qualquer lugar do mundo. O audiovisual no Brasil vive um momento especial.

Em 1991 e 1992 tivemos um ou dois filmes produzidos; em 2014 são mais de 120 longa-metragens no país. É um movimento sem volta. O brasileiro tem muito orgulho de ser brasileiro e gosta de ver a sua história na tela”, comentou Fabiano. Ele ainda acrescentou que Belém tem vocação de liderança cultural e se disse feliz com os filmes da paraense Jorane Castro.

Mais do que um produto cultural, Fabiano defendeu o cinema como um ícone histórico. “O Carandiru não existe mais, foi demolido. As novas gerações saberão dele devido ao filme homônimo. Olha a importância do cinema! Ele não é só bilheteria e festivais, ele ajuda a escrever a história de um país, é um registro histórico”, pontuou o produtor, que participou da produção de “Carandiru”, de Hector Babenco, um clássico da retomada da produção audiovisual no país.

Sócio da produtora Gullane, que tem cerca de 40 filmes no portfólio, Fabiano diz que quem deseja seguir carreira no cinema precisa de força e determinação. “Você vai errar e vai ser difícil. Chega uma hora em que não há horizonte. Se estiver muito fácil, desconfie. O primeiro passo é uma ideia boa, depois escrever um bom roteiro – o Brasil, nesse sentido, é muito intuitivo e pouco técnico. Por fim, a busca pelo financiamento é o momento em que 90% dos colegas acabam ficando para trás. Além de artista, você precisa ser um pouco empresário e empreendedor na hora de financiar”, comentou.

Fonte: Diário do Pará

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