Clima é tenso entre candidatos no Mato Grosso

Nem bem começou a campanha eleitoral e os adversários na corrida ao comando do Paiaguás Pedro Taques (PDT) e Lúdio Cabral (PT) já trocam farpas.

Nesta terça-feira (1º), o petista respondeu com novas acusações as críticas do pedetista sobre um suposto “loteamento” da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) ao PT durante o governo Silval Barbosa (PMDB).

Lúdio afirmou que, embora a legenda comande a Pasta há sete anos, isso não significa que seja “dona” dela na gestão peemedebista. Segundo ele, o fato se dá mais por conta da formação de base do partido, que teria boa parte de seus militantes advindos do setor.

Na defesa, Lúdio ainda argumentou que no Ensino Fundamental, Mato Grosso figura na terceira colocação do país, segundo dados do IDEB. Destacou também que o Estado figura entre os melhores no pagamento dos profissionais da Educação e nas políticas de carreira voltadas aos professores.

Dando o tom da campanha, o petista também afirmou que Taques precisa “se olhar no espelho” e ver o que o PDT fez com o setor da saúde em Cuiabá. A sigla comanda a Pasta desde o início da gestão do prefeito Mauro Mendes (PSB).

As críticas quanto à saúde, no entanto, não se limitaram a Cuiabá. Mesmo sendo o candidato da base governista, o petista reconheceu que a saúde do Estado também não vai bem. As declarações soam como uma tentativa do petista de se descolar da imagem do atual governo.

Médico, ele afirma que enfrentar os problemas deste setor será uma das primeiras ações de sua gestão, caso seja eleito.

Entre as iniciativas que Lúdio pretende adotar está acabar com o atual modelo de gestão dos hospitais regionais, que são dirigidos por organizações sociais de saúde (OSS). Para o petista, o custo de uma OSS é alto e prejudica todo o sistema de saúde do Estado.

Em sua avaliação, para resolver o caos no sistema é preciso que o governo faça uma melhor distribuição dos recursos do setor direto para os municípios. A ideia é cobrir 100% da população com o Programa de Saúde da Família (PSF).

O ex-vereador lembra ainda que vários hospitais municipais poderiam atender mais pacientes, mas os municípios não conseguem manter esta demanda devido ao alto custo.

Outra medida possível, segundo ele, seria dividir a rede estadual em 16 regiões, o que reduziria a dependência do interior pelos atendimentos prestados na Capital.

Esta, aliás, é uma crítica constante do prefeito Mauro Mendes. Ele culpa os baixos repasses da União e do governo do Estado para arcar com os pacientes que não são de Cuiabá.

Por: Thiago Andrade
Fonte: Diário de Cuiabá 

Deixe um comentário