Agronegócio e ambientalistas apresentam agenda comum de baixo carbono aos presidenciáveis

Em uma coisa ambientalistas e produtores rurais concordam: a agricultura será uma das principais prejudicadas com as mudanças climáticas se nenhuma medida for tomada. Pensando nisso, representantes do agronegócio e da área ambiental se uniram para enviar aos candidatos à presidência propostas de uma agricultura de baixo carbono.

As recomendações mais do que apontarem as perdas que as mudanças climáticas podem trazer à agricultura, destacam as oportunidades de redução de emissões e os ganhos em produtividade e qualidade para o produtor e consumidor. O setor agropecuário, um dos que mais contribui para as emissões no país é também o que apresentou um ritmo de crescimento em emissões inferior ao dos setores de energia e industrial.

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“Somente a recuperação de pastagens degradadas e outras cinco tecnologias recomendadas pela pesquisa e já adotadas hoje no Brasil têm o potencial de cortar as emissões da agropecuária em um terço até 2020”, ressalta o documento. Atualmente a agropecuária é responsável por 35% das emissões de gases de efeito estufa.

O documento destaca principalmente as metas do Programa da Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC), lançado em dezembro de 2010 pelo governo e indica caminhos e áreas que necessitam de mais atenção para que as metas sejam cumpridas.  Entre elas a capacitação do produtor rural e dos responsáveis por fornecerem suporte aos agricultores quanto às tecnologias do ABC, além de assegurar que o programa de crédito seja competitivo para compensar as exigências adicionais.

Assinam o documento as seguintes instituições:  ABAG, Abiec, Amigos da Terra, AREFLORESTA, FAMATO, FAPE-DF, GTPS, Agroicone, ICV, Imaflora, Imazon, IPAM, SEAGRI-DF e o Observatório ABC, que coordenou a preparação do mesmo. Para ler o documento completo clique aqui.

Fonte: Amazonia.org.br

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