Para ser ‘elefante dourado’, Arena Amazônia negocia para ter Messi, Neymar e Alemanha

Cotado para ser o principal elefante branco pós Copa do Mundo, a Arena da Amazônia luta com todas as forças para se afastar do rótulo.  Mais do que isso, quer ser chamada de “elefante dourado”, como defende um dos responsáveis por sua administração, Ariovaldo Malizia, diretor técnico da Fundação Vila Olímpica, órgão do Governo do Amazonas.

Para mostrar que valeu a pena o investimento de mais de R$ 669 milhões, os gestores do estádio negociam para ter Messi, Neymar e todo o time da Alemanha ainda no final deste ano.

A ideia é receber uma partida solidária da Unicef, em dezembro, em um confronto entre astros do futebol internacional com a atual campeã do mundo, que eliminou o Brasil com o inesquecível placar de 7 a 1, no Mineirão, em Belo Horizonte, na semifinal.

“Ainda não está fechado, mas a possibilidade é bem grande. Seria uma partida internacional, muito importante para a nossa arena. O que estamos negociando é para trazer o time da Alemanha para jogar contra grandes craques. Teria o Messi e também o Neymar. Seria uma honra para o cidadão amazonense receber esses grandes jogadores aqui. Não posso falar mais nada por agora, mas a chance é grande”, afirmou Ariovaldo Malizia, para o ESPN.com.br.

“Fico feliz em ver o estádio indo bem. A partida entre Botafogo e Flamengo será um sucesso. E ainda teremos essa partida internacional. Isso mostra que não tem nada de elefante branco por aqui. Todo mundo quer falar isso, mas não é verdade. Temos um elefante dourado aqui, que está nos dando muitos frutos”, completou.

Se acontecer, Messi e companhia farão o último jogo do estádio antes da privatização. Conforme noticiou a Folha de São Paulo neste fim de semana, um edital será lançado até o final de novembro para que uma empresa passe a administrar o local por pelo menos 25 anos. Segundo o diretor técnico da Fundação Vila Olímpica, interessados não vão faltar.

“A privatização tem de existir. Eu que sei o quanto é difícil passar por isso. Vi tudo aqui ser demolido, meu coração está todo voltado para esse estádio. Mas com o estado administrando fica muito complicado. Não se resolve tudo que precisa. O estado é lento. Você não consegue comprar um saco de cimento para colocar ali, pois precisa de autorização, de comprovação, todas as burocracias que não podem deixar de existir, mas que comprometem a gestão. Por isso precisa ser privatizado”, explicou.

“Jamais vou permitir que ela seja deixada de lado. Vou cuidar muito do estádio durante o tempo que estiver sendo administrado por uma empresa, esse é meu compromisso”, finalizou.

Segundo Ariovaldo, o estádio custa atualmente R$ 700 mil por mês para administração.

Por: Camila Mattoso
Fonte: ESPN 

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