Projeto prevê a recuperação de 15 milhões de hectares de pastos

O governo finaliza a formatação, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), numa extensa parceria que envolve ainda o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO, na sigla em inglês) e o Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), do Programa de Recuperação de Áreas Degradadas na Amazônia (PRADam). Uma das metas do programa, concebido como parte de um projeto para enfrentar a mudança climática, reduzindo emissões de gases formadores do efeito estufa, será recuperar 5 milhões de hectares de pastagens degradadas na região amazônica nos primeiros cinco anos de execução.

Até 2020, o objetivo será promover a restauração de 15 milhões de hectares de pastos. Segundo Elvison Nunes Ramos, coordenador de manejo sustentável de sistemas produtivos da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do Mapa, os municípios definidos pelo Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) serão alvos prioritários do programa, seguindo o arco de desmatamento na região, que inclui as áreas críticas.

Caso alcance seus objetivos, o programa conseguirá reintegrar ao sistema produtivo praticamente metade da área de pastagens que enfrenta degradação em algum nível no país, estimada em 30 milhões de hectares pelo Mapa.

A primeira etapa do projeto, já concluída, incluiu o mapeamento do uso e da cobertura das áreas já desmatadas no bioma amazônico, de acordo com Ramos, com o objetivo de identificar a real destinação das áreas já ocupadas. Numa ação que incluiu, além do Mapa e do MMA, o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio de seu Centro Regional da Amazônia (CRA), Embrapa Amazônia Oriental e Embrapa Informática Agropecuária, unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), foi criado o projeto TerraClass.

Foi possível indicar áreas ocupadas por culturas anuais, pastagens sujas e limpas, vegetação secundária, áreas de reflorestamento e exploradas pela mineração, assim como aquelas ocupadas pela agricultura familiar.

A segunda fase prevê levantamentos mais detalhados das regiões prioritárias. Em seguida, serão estabelecidas as técnicas mais adequadas para promover a recuperação das pastagens degradadas, tomando como base a relevância para a mitigação emissões de gases do efeito estufa, além de avaliar a viabilidade de pagamento por serviços ambientais.

A difusão de tecnologias ambientalmente sustentáveis e a prestação de serviços de assistência técnica aos produtores estão incluídas nesta fase do programa, que deverá ser executada ao longo de 2015.

Por: Lauro Veiga Filho
Fonte: Valor Econômico 

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