Mais seis municípios entram em situação de emergência pela cheia dos rios no Amazonas

Anori, Anamã, Manacapuru, Careiro da Várzea, Uarini e Jutaí totalizam 78.458 afetados.  Estado mais crítico é em Manacapuru, com 35.747 atingidos pela enchente.  Cota do rio Solimões na cidade atingiu 28,38 metros hoje

Mais seis municípios do Amazonas tiveram a Situação de Emergência decretada pela Defesa Civil do Estado nesta sexta-feira (29). Anori, Anamã, Manacapuru, Careiro da Várzea, Uarini e Jutaí, localizados nos Baixo e Médio Solimões, apresentam, ao todo, mais de 70 mil pessoas afetadas pela enchente. Somente em Manacapuru, na Região Metropolitana de Manaus, são 35.747 atingidos.

Com o acréscimo, sobe para 30 o número de cidades do Estado em situação extrema. Segundo a Defesa Civil, nos seis municípios, 78.458 pessoas vêm sendo afetadas diretamente pela cheia dos rios.

Manacapuru

Segundo a Defesa Civil, Manacapuru é o município mais atingido pela cheia do rio Solimões até o momento, sendo 58 o número de comunidades invadidas pela água. O órgão informou que a cidade recebeu do Governo 34 metros cúbicos de madeira. Devido às dificuldades, o município foi incluído no cronograma de atendimento do órgão para receber a segunda remessa de ajuda humanitária.

Conforme a Secretaria Municipal de Governo e Planejamento da cidade, a situação mais crítica é encontrada nas áreas de várzea do município, onde é predominante a produção de alimentos como mamão, banana e macaxeira.

Conforme registros, a cota do rio Solimões na cidade atingiu 20,38 metros, subindo dois centímetros de quinta-feira (28) até hoje (29). A cheia já é a segunda maior cheia da cidade e supera a enchente de 2012.

Ajuda

Só para as calhas do Baixo, Médio e Alto Solimões, o órgão já encaminhou mais de 235 toneladas de ajuda humanitária para o atendimento às famílias que passam por dificuldades em consequência da cheia deste ano.

Ao todo, a Defesa Civil informou que 454 toneladas de alimentos não perecíveis já foram enviadas aos municípios em Emergência e Calamidade, para garantir a proteção alimentar dos ribeirinhos, que nesta época ficam com a produção agrícola comprometida.

Fonte: A Crítica

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