Operação prende mais seis suspeitos de grilagem de terras no Tocantins

Mandados de prisão foram cumpridos em quatro cidades. Servidores de cartório e do Itertins são investigados.

Mais seis pessoas foram presas nessas terça-feira (15) suspeitas de fazerem parte de um esquema criminoso de grilagem de terras na região de Paranã, no sudeste do Tocantins. Conforme o Ministério Público Estadual (MPE), as prisões aconteceram em Palmas, Ipueiras, Paranã e Porangatu (GO), em decorrência da operação ‘Mocambo’. Entre os presos está um servidor do Instituto de Terras do Tocantins (Itertins).

No mês de julho, outras sete pessoas foram presas suspeitas de integrarem o esquema. Segundo investigações do MPE, os envolvidos na fraude adquiriam pequenas propriedades rurais e depois utilizavam documentos falsos para aumentar o tamanho das terras, e ainda adicionar áreas próximas a elas.

O órgão aponta ainda que a ação criminosa teve auxílio de servidores de um cartório de notas e do Itertins. Eles fraudavam documentos de compra e venda, e forjavam memorial descritivo de área. Segundo o MPE, outros dois mandados de prisão ainda serão cumpridos.

Operação

Esta foi a segunda fase da operação ‘Mocambo’. Ainda conforme informações do MPE, desta vez, nove pessoas são acusadas de fraudar documentos, promover sobreposição de área rural, invadir imóvel alheio, tentativa de regularização fundiária junto ao Itertins e obtenção de licença ambiental junto ao Naturatins, de forma indevida.

Por fim, o Ministério Público disse que já foram constatadas fraudes ‘absurdas’, como por exemplo, a venda de uma mesma gleba de terra cinco vezes. Outra fraude corriqueira, segundo o órgão, é a de aumentar os limites de terra.

Fonte: G1

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