Grupos realizam caminhada contra queimadas na Amazônia, em Manaus

Organização afirma que mais de 300 pessoas participaram do evento. Ação também distribuiu mudas para pessoas no local.

Grupo realizou caminhada pela segunda vez, em Manaus (Foto: Sérgio Rodrigues/ G1 AM)
Grupo realizou caminhada pela segunda vez, em Manaus (Foto: Sérgio Rodrigues/ G1 AM)

Grupos sociais e ambientais realizaram uma caminhada na manhã deste domingo (1º) para conscientizar a população sobre a poluição em Manaus e a destruição de florestas na Amazônia. O evento ocorreu na Avenida Coronel Teixeira, em frente à Ponta Negra , na Zona Oeste da capital. Além do protesto, mais de 400 mudas foram distribuídas aos participantes e pedestres no local.

Segundo um dos representantes do movimento “Manaus Mais Verde”, o advogado Júlio Antônio Lopes, de 51 anos, desde a primeira caminhada, realizada em outubro deste ano, outros grupos se uniram para contribuir com a causa. Ele afirma que mais de 300 pessoas participaram da organização da caminhada “Chega de Queimada” neste domingo.

“Na primeira vez, a praia da Ponta Negra estava coberta por fumaça e fizemos a passeata com máscaras cirúrgicas, o que chamou bastante atenção das pessoas. Desde lá, conseguimos muita ajuda para fazer uma caminhada mais expressiva. A ideia é lutar pela Manaus que um dia já foi limpa e que tinha brisas durante a noite. Não queremos nos mudar daqui, como muitos dizem. Queremos lutar para melhorar”, disse.

O “Manaus Mais Verde” contou com o apoio do grupo “Eu que Plantei” e da Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI) da Universidade Estadual do Amazonas (UEA). O evento também foi apoiado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas).

Após o grupo se reunir no Anfiteatro da Ponta Negra, a caminhada começou às 7h30, com faixas e apitos pela Avenida Coronel Teixeira. Depois de alertarem os pedestres, o grupo iniciou a distribuição de mudas. “Queremos uma cidade mais arborizada. Estamos vendo com as autoridades como podemos ter um projeto para arborizar os arredores de grandes prédios ou estruturas, como a Arena da Amazônia”, informou Lopes.

A produtora de mudas Izete Oliveira, 45 anos, distribuiu 270 mudas do viveiro Paraíso Florestal, de espécies como cedro, mogno e cumaru. “É extremamente importante para o futuro da cidade e do meio ambiente termos mais árvores. Quando falaram que era por conta das queimadas e da poluição, eu aceitei doar para que as pessoas cuidassem como se fossem filhos”, disse.

Participante da UnATI, Maria Raimunda Batista, de 70 anos, decidiu levar uma das mudas para o seu jardim. “Apóio muito a ideia do evento, essa fumaça faz mal a todo mundo, ainda mais para pessoas na minha faixa de idade. Peguei uma gripe e ainda estou me curando. Espero que as pessoas plantem mais”, afirmou.

Por: Sérgio Rodrigues
Fonte: G1

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