Projeto garante acesso à água a 2,8 mil famílias na Amazônia

Sanear Amazônia beneficará reservas extrativistas em quatro Estados com tecnologias de acesso à água e saneamento básico

Cerca de 2,8 mil famílias de oito reservas extrativistas da Amazônia terão acesso à àgua e saneamento básico, graças ao projeto Sanear Amazônia, parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Memorial Chico Mendes.

Por meio do Programa Cisternas, o Sanear Amazônia vai beneficiar moradores de 14 municípios do Acre, Amazonas, Amapá e Pará. As famílias terão acesso à água por meio das tecnologias sociais Sistema de Acesso à Água Pluvial Multiuso Comunitário e Sistema de Acesso à Água Pluvial Multiuso Autônomo. Indiretamente, o projeto deve atingir oito mil famílias. Ao todo, o governo federal está investindo R$ 35 milhões na ação.

Na comunidade ribeirinha Gumo do Facão, em Carauari (AM), Raimundo Antônio da Silva e Silva, 28 anos, sua esposa Janete Lima do Nascimento, 23 anos, e os dois filhos comemoram o mais novo cômodo da casa: um banheiro. Há dois meses, a família recebeu a tecnologia social do projeto Sanear Amazônia.

“Agora melhorou 100%. Antes a gente ia até o igarapé para tomar banho. Não é longe, passa aqui em frente de casa, mas não é confortável”, conta Silva.

Na reserva extrativista do Médio Juruá, onde mora Silva e a esposa, outras 141 famílias já foram beneficiadas com a nova tecnologia, que também garante o acesso à água de qualidade para as famílias. No Amazonas, 670 famílias serão beneficiadas. “Temos água a qualquer hora na torneira. É mais saúde para os meus filhos. Antes da tecnologia a gente dependia do gerador. Quando pifou, tínhamos que ir buscar água na fonte com os baldes. Não era bom não.”

A família vive da plantação de mandioca e de algumas frutas como laranja e limão. “Também tem algumas hortaliças, galinhas e patos que são para o consumo da família”, explica. Com a produção de farinha e goma, Silva vende para a Associação de Produtores Rurais de Carauari (Asproc) e em feiras livres, o que gera um ganho mensal de cerca de R$ 300. Para o futuro, Silva está confiante. “Assim que a fábrica de polpas aqui da região começar a funcionar, vou vender para eles. Quero aumentar a renda.”

Fonte: Portal Brasil

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