Aneel adia previsão para Belo Monte

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou a previsão de início de operação do complexo hidrelétrico de Belo Monte em dois meses, de 28 de fevereiro para o fim de abril. Segundo o mais recente relatório de fiscalização da autarquia, a mudança se deve ao “estágio atual das obras” do empreendimento, sem fornecer mais detalhes sobre a alteração.

Na última semana, a Justiça Federal em Altamira (PA) determinou a suspensão da licença de operação da usina. A determinação permanecerá válida até que a Norte Energia, empresa responsável por Belo Monte, e o governo brasileiro cumpram uma condicionante da licença prévia do projeto: a reestruturação da Fundação Nacional do Índio (Funai) na região, para que possam atender os índios afetados pelo empreendimento.

De acordo com a Aneel, a previsão de início de operação em 30 de abril é referente ao sítio Pimental, a casa de força complementar de Belo Monte, de 233 megawatts (MW) de capacidade instalada. A casa de força principal, de 11 mil MW, está prevista agora para iniciar a operação comercial apenas em 30 de maio. A estimativa anterior da autarquia era 30 de março.

Procurada, a Norte Energia, empresa responsável pelo empreendimento, não se manifestou até o momento. Em nota divulgada na última semana, a empresa informou que a primeira máquina de Belo Monte entraria em operação em março deste ano, mas não especificou se o início da operação era em caráter de testes ou em fase comercial.

Os sócios da Norte Energia são as estatais Eletronorte (19,98%), Chesf (15%) e Eletrobras (15%); os fundos de pensão Petros (10%) e Funcef (10%); as elétricas Neoenergia (10%) e Amazônia (joint-venture entre Cemig e Light, com 9,77%); a Aliança Norte Energia (formada por Vale e Cemig, com 9%); a Sinobras (1%) e a J. Malucelli Energia (0,25%).

Por: Rodrigo Polito
Fonte: Valor Econômico

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