Arqueólogos resgatam ossos de indígenas em cemitério antigo no TO

Ossos estavam dentro de urnas funerárias, em Combinado. Artefatos foram localizados por operários durante escavações de obra.

Arqueólogo resgata urnas funerárias indígenas em Combinado (Foto: Divulgação/Iphan)
Arqueólogo resgata urnas funerárias indígenas em Combinado (Foto: Divulgação/Iphan)

Duas urnas funerárias foram resgatadas em um cemitério antigo em Combinado, extremo sul do Tocantins. Os artefatos têm 1,5 metro e guardavam ossos de povos indígenas, segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Tocantins. Elas foram encontradas por trabalhadores durante escavações para a obra de um lava jato na cidade, em dezembro do ano passado.

O trabalho de resgate foi feito por dois arqueólogos do Iphan, entre os dias 25 e 27 deste mês. Um deles, Rômulo Macedo Barreto, disse ao G1 que dentro das urnas foram encontrados ossos fragmentados, provavelmente de indígenas adultos.

“Nós encontramos ossos fragmentados, pedaços de pedra polida e vasilhames cerâmicos usados nos rituais [pós-morte]. Os ossos desmancharam. Pelo tamanho, podemos dizer que eram indígenas adultos, mas não é possível saber a idade deles sem fazer uma análise detalhada.”

O arqueólogo também disse que foram encontrados cacos de outras urnas que foram destruídas no decorrer dos anos, tanto pelas atividades agrícolas, quanto pelos trabalhos de escavação feitos para a contrução do lava a jato.

As urnas encontradas estavam sendo sustentadas pela terra e também se fragmentaram durante o resgate. “Nós agora vamos remontar as urnas e enviá-las para uma instituição no estado”.

Durante o trabalho, Rômulo contou que moradores os procuraram para relatar a existência de outras urnas espalhadas por outras regiões da cidade. O arqueólogo informou que deve planejar vistorias para confirmar as informações.

Obras liberadas

As urnas foram encontradas por trabalhadores em dezembro do ano passado. No momento, eles estavam fazendo escavações para a obra de um lava jato. Após a descoberta, um morador avisou a superintendência do Iphan no Tocantins.

O Iphan fez uma vistoria e cadastrou o local como sítio arqueológico. Depois, determinou a paralisação da obra até que as urnas fossem retiradas. Nesta sexta-feira (29), o órgão informou que a obra para a construção do estabelecimento foi liberada.

Por: Jesana de Jesus
Fonte: G1

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