Acre já tem catalogado mais de 490 geoglifos

O Acre guarda um imenso patrimônio arqueológico da América do Sul, que este ano completa 35 anos de sua descoberta: os geoglifos, que são aquelas figuras no chão de formato variado (geométrico, ser humano ou animais) semelhantes às Linhas de Nazca, no Peru.

A Nazca brasileira foi descoberta em 1977, depois do desmatamento da área onde estão, próximos de Rio Branco, para a implantação da agropecuária. Naquela época, o arqueólogo Ondemar Dias encontrou oito geoglifos circulares, mas o achado não foi largamente divulgado.

Somente quase 30 anos depois, em 2005, as figuras começaram a ser esquadrinhadas de forma mais intensa, com trabalho comandado pelos pesquisadores Alceu Ranzi, da Universidade Federal do Acre, e Denise Schaan, do Museu Paraense Emílio Goeldi e da Universidade Federal do Pará. Atualmente, existem cerca de 497 geoglifos catalogados, distribuídos entre 150 sítios arqueológicos.

Para avistar as formações. É preciso estar a mais de 80 metros de altura, num voo de balão ou avião, para ver um geoglifo. A agência de balão Eme Amazônia (www.emeamazonia.com.br) está prestes a inaugurar esse passeio, e o Governo do Acre planeja construir uma torre de observação.

Fonte: Opinião

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